file de tilapia importaço

Preços de importação de tilápia

Preços de importação de tilápia continuam a cair no mercado dos EUA

Volumes foram para baixo Preços de importação de tilápia através dos primeiros nove meses de 2016, mas valor ainda.
Embora ainda seja um grande item de importação para os Estados Unidos, a tilápia permaneceu bem abaixo da média até setembro deste ano, de acordo com as últimas estatísticas do Serviço Nacional de Pesca Marinha (NMFS).

preço-tiapia

Nos primeiros nove meses do ano, os Estados Unidos importaram 150.221 toneladas métricas de tilápia, no valor de 583,4 milhões de dólares (528 milhões de euros), 9% e 20%, respectivamente, em volume e valor, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A maioria das importações foram file de tilapia congelados, mas esta categoria caiu 15 e 24 por cento em volume e valor, respectivamente.

Os Estados Unidos importaram 98.234 toneladas métricas de filetes de tilápia congelados no valor de US $ 396,5 milhões (358,9 milhões de euros).

A China representou a maior parte destas importações : 88.114 toneladas por 329,1 milhões de dólares (297,9 milhões de euros).

Os filetes frescos permaneceram bastante estáveis em termos de volume, aumentando menos de 1 por cento em volume, mas o valor caiu 14 por cento em comparação com o ano passado.

Os Estados Unidos importaram 19.557 toneladas métricas de filetes frescos no valor de $ 126.8 milhões (€ 114.8 milhões) até setembro, a maioria de Honduras: 6.900 toneladas métricas valor $ 42.7 milhão (€ 38.6 milhão).


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segura criação de peixes

Seguro Aquicula Criação de tilapia

Seguro Aquicola Piscicultura sem Prejuizos para Criação de Peixes

Seguro Aquícola agora no Brasil: lucro garantido
Há bastante tempo aguardado pelo setor, da piscicultura produtor tem cobertura
das perdas nos cultivos de criação de peixes tilápia, espécies nativas e camarão
Depoimento com o Diretor de
Viabilidade Rurais do IRB Brasil RE
O “seguro aquícola”, um produto revolucionário no Brasil, porém já disponivel em vários países, chega ao setor da aquicultura brasileira, o partir de uma associação das seguradoras THB RE e Fairfax Brasil com mais grandes players globais no segmento rural, entre eles o IRB Brasil RE. Para o seguro aquícola, o Governo Federal disponibiliza um custeio de 45% (transitório a R$ 24.000,00) sobre o valor do prêmio do seguro aquicula para os produtores aprovados juntamente ao PSR – Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, mandado pelo catalago. Em depoimento concedida à Tudo Sobre Obra de Peixes, o Diretor de Contribuição de planejamento Rurais do IRB Brasil RE, Miguel Fonseca de Almeida, fala sobre as probabilidades para a implantação do seguro aquícola no país e comenta sobre o metas desse seguro, que pode ajudar empreendimentos e reparar às necessidades dos aquicultores brasileiros quanto as possíveis prejuízos na Criação.

seguro-aquicula-para-criação-de-peixes
Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais os países que já incorporaram o seguro aquícola? Há países na qual ele é indispensável?
Miguel F. de Almeida – O seguro aquícola teve início no Lloyd’s, o mais clássico mercado de especialistas em seguros e resseguros no mundo, ao longo a década de 70, e também foi originado especialmente para a salmonicultura na Escócia. As grandes mercados produtores, como a China, Países Nórdicos e Chile, já dispõem deste auto de diferimento de perigo, além do México, EUA e Espanha, que ainda que não sejam tão representativos na fabricação total da biomassa, similarmente contem itens de sem riscos aquícola por terem o mercado de seguro aquicula relativamente produzido. Sobre o abacaxi da obrigatoriedade do seguro aquicula, no momento em que presente, está relacionada às operações de crédito, normalmente em linhas especiais oferecidas com taxas de juro subsidiadas pelos governos locais e condições de pagamento facilitadas.

Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?

Tudo Sobre Criação de Peixes – Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – O produto de seguro aquícola já está autorizado para ser comercializado junto à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, e a operação de comercialização – corretores, estrutura operacional das empresas envolvidas, treinamento de profissionais, etc. – está em fase final de ajustes e, conforme o cronograma original, as primeiras apólices serão emitidas ainda neste segundo semestre de 2016. No estudo inicial foram mapeados os maiores produtores nacionais por tipo de cultivo e região, e o potencial para comercialização do seguro é muito grande. Serão feitos também contatos e ações específicas de divulgação do seguro junto às associações de produtores, para que possamos dar maior clareza de como o seguro funciona mundo a fora e como está sendo trazido ao Brasil.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Como fazer o seguro aquícola  no Brasil?
Miguel F. de Almeida – Assim como em muitos outros produtos de seguro, ao aquicultor será oferecido contratar a cobertura básica obrigatória do seguro aquícola. Outras coberturas chamadas de adicionais, somente poderão ser adquiridas se o produtor contratar, primeiramente, a básica. Em linhas gerais, esta modalidade de seguro tem como objetivo garantir uma indenização ou reposição de estoque ao segurado, quando houver mortalidade, perda física e/ou perda total do valor de mercado das espécies aquáticas cultivadas, que chamamos biomassa segurada, conforme identificado e descrito nas condições do seguro. Tanto a cobertura básica obrigatória como as coberturas adicionais foram desenhadas para espécies aquáticas cultivadas em tanques escavados, tanques de alvenaria ou material sintético, em ambiente marinho, lagos, rios e represas.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O que foi considerado relevante para a implantação do seguro aquícola no país?
Miguel F. de Almeida – Para o Brasil, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE, identificou-se na tilápia a principal espécie para ser o carro chefe no desenvolvimento do seguro aquícola nacional, juntamente com outras espécies nativas e o camarão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as diferentes coberturas do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Cada caso deve ser estudado, mas, além da cobertura básica obrigatória, há como disse, as coberturas adicionais. A “obrigatória” protege as espécies cultivadas contra a contaminação e/ou poluição tanto em tanques escavados, de alvenaria ou de material sintético, como também aquelas cultivadas em ambiente marinho, lagos, rios e represas. Quando a aquicultura está instalada em ambiente marinho, inclui-se também os danos causados pela poluição decorrente da floração de plâncton, mudanças físicas e químicas da água, ou da elevação brusca da temperatura, que cause desoxigenação da mesma. As coberturas “adicionais” são abrangentes e poderão ser oferecidas de acordo com a região ou espécie aquática cultivada. São previstos, por exemplo, o roubo e furto qualificado da biomassa segurada, mortalidade e perda física dessa biomassa em decorrência da ação de predadores, inundações ou alagamentos, entre outros. Da mesma forma, as perdas decorrentes de doenças ou até mesmo por avaria mecânica ou elétrica do maquinário, que ocasionem falha ou interrupção do fornecimento de energia e eletrocussão.
“Para contratar o seguro aquícola deve-se procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode
ser acumulado.”

Tudo Sobre Criação de Peixes – A aquicultura encontra-se incluída no programa de subvenção do MAPA, que prevê um subsídio para o prêmio. Como isso funciona?
Miguel F. de Almeida – O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro aquicula(PSR) oferece ao produtor rural a oportunidade de contratar seguro para seu empreendimento com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal. A subvenção econômica concedida pelo MAPA pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo PSR, e permite ainda a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e/ou municípios. Conforme regras vigentes para 2016, no seguro aquícola a subvenção econômica corresponde a 45% do valor do custo do seguro, limitado a R$ 24 mil por CPF ou CNPJ, no ano civil. Para contratar o seguro o aquicultor deve procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, adicionalmente, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode ser acumulado de acordo com as regras estabelecidas no programa (politica-agricola/seguro-rural).

Tudo Sobre Criação de Peixes – Além dos problemas decorrentes de variações climáticas e incidência de agentes causadores de doenças, existem riscos que são comuns a todas as atividades produtivas, incluindo aí a aquicultura?
Miguel F. de Almeida – De uma forma geral, toda atividade agropecuária está exposta aos mesmos riscos, como riscos de criação, de preço e mercado, financeiros e de crédito, institucionais e de tecnologia. O seguro rural, onde a modalidade aquícola se insere, é um dos mecanismos formais de gerenciamento, mitigação e transferência de riscos ao mercado segurador, com o qual o produtor busca a continuidade no médio ou longo prazo de sua atividade, protegendo-se contra a volatilidade que sua renda pode ter ao longo do tempo. Sob esta ótica, podemos dizer que a principal característica do seguro aquiculaem todas as modalidades é a proteção do empreendimento aquiculacontra eventos de natureza catastrófica, como eventos climáticos e meteorológicos, na atividade em que o seguro se propõe amparar. A diferença fica na percepção de quais são esses riscos cobertos, seus impactos no empreendimento e como eles podem ser absorvidos pelo mercado segurador. Como já ocorre em outros segmentos do agronegócio amparados pelo mercado segurador, esse seguro aparece como uma importante ferramenta para mitigar riscos, proporcionando estabilidade à operação, e pode garantir ao aquicultor melhor acesso ao crédito, para continuar investindo em seus empreendimentos com novas tecnologias, melhorando sua rentabilidade.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Fale-nos um pouco mais sobre a relação do seguro aquícola com o acesso ao crédito.
Miguel F. de Almeida – Primeiramente, cabe lembrar que o seguro agrícola é a única modalidade dentre todas as modalidades de seguros existentes que é citada na Constituição Federal de 1988, justamente quando esta trata da Política Agrícola do País (Art. 187 da CF/88). Portanto, não resta dúvidas que a Constituição institui o seguro agrícola como um dos instrumentos de aplicação de política pública, no caso para o setor do agronegócio. Dando sequência, a Lei 8.171/1991, que dispõe sobre a Política Agrícola, estabelece em seu Art. 58 que a apólice de seguro agrícola poderá constituir garantia nas operações de Crédito Rural. E, especificamente para a aquicultura, o inciso III do Art. 49 dessa mesma Lei cita a aquicultura para fins comerciais como uma das atividades elegíveis ao acesso ao Crédito Rural. Portanto, essa previsibilidade de utilização do seguro junto das operações de Crédito aquiculatorna essa relação Crédito x Seguro ainda mais sólida. E na prática, sob a ótica das instituições financeiras que concedem crédito e avaliam a capacidade de pagamento do tomador de recursos controlados, a existência de uma operação de seguro que minimamente traz estabilidade para o empreendimento aquiculapor garantir sua capacidade de honrar com os pagamentos de um financiamento, não só pode melhorar seu rating para acesso ao crédito, como pode disponibilizar limites de crédito maiores e em condições mais atrativas ao produtor. Isso não é nenhuma novidade e é prática em diversas partes do mundo, assim como no Brasil, onde cada instituição financeira tem suas regras de avaliação do tomador e acesso ao crédito.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro como está estruturado atualmente é focado nos diversos tamanhos de empreendimentos? Produtores de grande, médio ou pequeno porte e o produtor familiar podem ter acesso? Existe um perfil ideal de investidor que se adequa ao seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Para início de operação haverá um foco maior nos produtores de grande porte, mais tecnificados, mas nada impede que avanços sejam feitos na comercialização do seguro ao longo do tempo, afinal sabemos que o nível de tecnologia aplicada e o tamanho dos empreendimentos variam de região para região. O que não costuma ocorrer, e isso vale também para as demais modalidades de seguro rural, é um sombreamento com outros programas de natureza pública, que já oferecem algum tipo de assistência ao produtor de pequeno porte ou produtor familiar. O foco deste seguro, definitivamente, não é este público.

Tudo Sobre Criação de Peixes – As associações e cooperativas podem ser beneficiadas? Podem ter vantagens na aquisição do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Não podemos garantir que neste momento inicial algum tipo de contratação em condições mais favoráveis será oferecido se for feito através de associações e/ou cooperativas. Todavia, como em diversas modalidades de seguro, quando houver um grupo mais homogêneo de produtores, em condições de risco aceitáveis dentro da nossa avaliação de risco, juntamente com a capacidade operacional da seguradora em atender as regiões em que os mesmos estejam estabelecidos, haverá um interesse em se abordar comercialmente esses canais de clientes.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro aquícola está previsto para a criação em parques aquícolas?
Miguel F. de Almeida – Sim, todavia não é uma característica do seguro oferecer cobertura para os empreendimentos que cultivam espécies aquáticas em parques que não estejam devidamente regularizados ou que o próprio empreendimento não possua a devida licença ambiental para exercício da aquicultura naquele local. É imprescindível que as “Águas sob domínio da União” estejam liberadas/autorizadas pelos órgãos competentes para a exploração da atividade aquícola antes da contratação do seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Foi feito algum estudo do impacto do seguro aquícola no custo de criação? De que modo ele afeta a pouca margem de lucratividade que os produtores vêm convivendo nos últimos anos?
Miguel F. de Almeida – Conforme explicado anteriormente, os benefícios do seguro aquícola, assim como nas demais modalidades do seguro rural, são proteger o empreendimento contra eventos de natureza catastrófica, garantindo a estabilidade da operação e da renda do aquicultor. Além disso, entendemos que a existência do seguro como um dos itens no projeto técnico do empreendimento pode melhorar a sua avaliação de crédito junto às instituições financeiras e qualificar o produtor a limites maiores e em condições facilitadas (juros controlados, diferimento e prazo de pagamento e etc.). Isso tudo está de certa forma integrado ao negócio e quando realizado de forma contínua ao longo do tempo permite o acesso e a implantação das melhores práticas e tecnologias de ponta para o aumento da produtividade e, por consequência, maiores margens de lucratividade. Não se pode olhar de forma isolada o seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as espécies de organismos aquáticos o seguro aquícola contempla? Inclui as espécies nativas?
Miguel F. de Almeida – Neste primeiro estágio de desenvolvimento da carteira de negócios com o seguro no Brasil o foco será maior na tilápia e no camarão, sendo possível também a comercialização do seguro para algumas espécies nativas pelo Centro-Oeste e expandindo logo em seguida para o Norte do País.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais são as perspectivas de adesão para os próximos anos?
Miguel F. de Almeida – A carteira de clientes em potencial é significativa, mas sabemos que a cultura da contratação do seguro, ainda mais para uma nova modalidade de seguro como é o caso do seguro aquícola, requer tempo. Portanto, a adesão vai crescer na medida em que este seguro passe a ser mais conhecido dentro da cadeia produtiva.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais seriam os seus comentários finais a respeito desta nova modalidade de seguro?
Miguel F. de Almeida – Um outro item interessante de se comentar e que tem a ver com os benefícios diretos ao setor que este tipo de seguros pode proporcionar é a nova janela de oportunidades de trabalho que se abre aos profissionais do ramo, como biólogos, zootecnistas, engenheiros de aquicultura, etc. Para melhor esclarecer este ponto, é preciso entender que uma das etapas da aceitação dos riscos pela seguradora consiste na análise das informações enviadas pelo segurado na proposta do seguro, por um profissional devidamente qualificado. Somente pessoas com conhecimentos específicos sobre a atividade aquícola poderão desempenhar este tipo de trabalho e poderão fazer a transmissão do conhecimento. Além dessa, outras atividades passarão a fazer parte do co
Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais os países que já incorporaram o seguro aquícola? Existem países em que ele é obrigatório?
Miguel F. de Almeida – O seguro aquícola teve início no Lloyd’s, o mais tradicional mercado de especialistas em seguros e resseguros no mundo, durante a década de 70, e foi criado especificamente para a salmonicultura na Escócia. Os grandes mercados produtores, como a China, Países Nórdicos e Chile, já dispõem deste instrumento de transferência de risco, além do México, EUA e Espanha, que embora não sejam tão representativos na criação global da biomassa, também possuem produtos de seguro aquícola por terem o mercado de seguro aquicularelativamente desenvolvido. Sobre a questão da obrigatoriedade do seguro, quando presente, está relacionada às operações de crédito, normalmente em linhas especiais oferecidas com taxas de juro subsidiadas pelos governos locais e condições de pagamento facilitadas.

Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?

Tudo Sobre Criação de Peixes – Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – O produto de seguro aquícola já está autorizado para ser comercializado junto à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, e a operação de comercialização – corretores, estrutura operacional das empresas envolvidas, treinamento de profissionais, etc. – está em fase final de ajustes e, conforme o cronograma original, as primeiras apólices serão emitidas ainda neste segundo semestre de 2016. No estudo inicial foram mapeados os maiores produtores nacionais por tipo de cultivo e região, e o potencial para comercialização do produto é muito grande. Serão feitos também contatos e ações específicas de divulgação do produto junto às associações de produtores, para que possamos dar maior clareza de como o produto funciona mundo a fora e como está sendo trazido ao Brasil.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Como se dá a estrutura do seguro aquícola no Brasil?
Miguel F. de Almeida – Assim como em muitos outros produtos de seguro, ao aquicultor será oferecido contratar a cobertura básica obrigatória do seguro aquícola. Outras coberturas chamadas de adicionais, somente poderão ser adquiridas se o produtor contratar, primeiramente, a básica. Em linhas gerais, esta modalidade de seguro tem como objetivo garantir uma indenização ou reposição de estoque ao segurado, quando houver mortalidade, perda física e/ou perda total do valor de mercado das espécies aquáticas cultivadas, que chamamos biomassa segurada, conforme identificado e descrito nas condições do seguro. Tanto a cobertura básica obrigatória como as coberturas adicionais foram desenhadas para espécies aquáticas cultivadas em tanques escavados, tanques de alvenaria ou material sintético, em ambiente marinho, lagos, rios e represas.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O que foi considerado relevante para a implantação do seguro aquícola no país?
Miguel F. de Almeida – Para o Brasil, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE, identificou-se na tilápia a principal espécie para ser o carro chefe no desenvolvimento do seguro aquícola nacional, juntamente com outras espécies nativas e o camarão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as diferentes coberturas do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Cada caso deve ser estudado, mas, além da cobertura básica obrigatória, há como disse, as coberturas adicionais. A “obrigatória” protege as espécies cultivadas contra a contaminação e/ou poluição tanto em tanques escavados, de alvenaria ou de material sintético, como também aquelas cultivadas em ambiente marinho, lagos, rios e represas. Quando a aquicultura está instalada em ambiente marinho, inclui-se também os danos causados pela poluição decorrente da floração de plâncton, mudanças físicas e químicas da água, ou da elevação brusca da temperatura, que cause desoxigenação da mesma. As coberturas “adicionais” são abrangentes e poderão ser oferecidas de acordo com a região ou espécie aquática cultivada. São previstos, por exemplo, o roubo e furto qualificado da biomassa segurada, mortalidade e perda física dessa biomassa em decorrência da ação de predadores, inundações ou alagamentos, entre outros. Da mesma forma, as perdas decorrentes de doenças ou até mesmo por avaria mecânica ou elétrica do maquinário, que ocasionem falha ou interrupção do fornecimento de energia e eletrocussão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – A aquicultura encontra-se incluída no programa de subvenção do MAPA, que prevê um subsídio para o prêmio. Como isso funciona?
Miguel F. de Almeida – O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao produtor rural a oportunidade de contratar seguro para seu empreendimento com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal. A subvenção econômica concedida pelo MAPA pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo PSR, e permite ainda a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e/ou municípios. Conforme regras vigentes para 2016, no seguro aquícola a subvenção econômica corresponde a 45% do valor do custo do seguro, limitado a R$ 24 mil por CPF ou CNPJ, no ano civil. Para contratar o seguro o aquicultor deve procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, adicionalmente, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode ser acumulado de acordo com as regras estabelecidas no programa (www.agricultura.gov.br/politica-agricola/seguro-rural).

Tudo Sobre Criação de Peixes – Além dos problemas decorrentes de variações climáticas e incidência de agentes causadores de doenças, existem riscos que são comuns a todas as atividades produtivas, incluindo aí a aquicultura?
Miguel F. de Almeida – De uma forma geral, toda atividade agropecuária está exposta aos mesmos riscos, como riscos de criação, de preço e mercado, financeiros e de crédito, institucionais e de tecnologia. O seguro rural, onde a modalidade aquícola se insere, é um dos mecanismos formais de gerenciamento, mitigação e transferência de riscos ao mercado segurador, com o qual o produtor busca a continuidade no médio ou longo prazo de sua atividade, protegendo-se contra a volatilidade que sua renda pode ter ao longo do tempo. Sob esta ótica, podemos dizer que a principal característica do seguro aquiculaem todas as modalidades é a proteção do empreendimento aquiculacontra eventos de natureza catastrófica, como eventos climáticos e meteorológicos, na atividade em que o seguro se propõe amparar. A diferença fica na percepção de quais são esses riscos cobertos, seus impactos no empreendimento e como eles podem ser absorvidos pelo mercado segurador. Como já ocorre em outros segmentos do agronegócio amparados pelo mercado segurador, esse seguro aparece como uma importante ferramenta para mitigar riscos, proporcionando estabilidade à operação, e pode garantir ao aquicultor melhor acesso ao crédito, para continuar investindo em seus empreendimentos com novas tecnologias, melhorando sua rentabilidade.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Fale-nos um pouco mais sobre a relação do seguro aquícola com o acesso ao crédito.
Miguel F. de Almeida – Primeiramente, cabe lembrar que o seguro agrícola é a única modalidade dentre todas as modalidades de seguros existentes que é citada na Constituição Federal de 1988, justamente quando esta trata da Política Agrícola do País (Art. 187 da CF/88). Portanto, não resta dúvidas que a Constituição institui o seguro agrícola como um dos instrumentos de aplicação de política pública, no caso para o setor do agronegócio. Dando sequência, a Lei 8.171/1991, que dispõe sobre a Política Agrícola, estabelece em seu Art. 58 que a apólice de seguro agrícola poderá constituir garantia nas operações de Crédito Rural. E, especificamente para a aquicultura, o inciso III do Art. 49 dessa mesma Lei cita a aquicultura para fins comerciais como uma das atividades elegíveis ao acesso ao Crédito Rural. Portanto, essa previsibilidade de utilização do seguro junto das operações de Crédito aquiculatorna essa relação Crédito x Seguro ainda mais sólida. E na prática, sob a ótica das instituições financeiras que concedem crédito e avaliam a capacidade de pagamento do tomador de recursos controlados, a existência de uma operação de seguro que minimamente traz estabilidade para o empreendimento aquiculapor garantir sua capacidade de honrar com os pagamentos de um financiamento, não só pode melhorar seu rating para acesso ao crédito, como pode disponibilizar limites de crédito maiores e em condições mais atrativas ao produtor. Isso não é nenhuma novidade e é prática em diversas partes do mundo, assim como no Brasil, onde cada instituição financeira tem suas regras de avaliação do tomador e acesso ao crédito.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro como está estruturado atualmente é focado nos diversos tamanhos de empreendimentos? Produtores de grande, médio ou pequeno porte e o produtor familiar podem ter acesso? Existe um perfil ideal de investidor que se adequa ao seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Para início de operação haverá um foco maior nos produtores de grande porte, mais tecnificados, mas nada impede que avanços sejam feitos na comercialização do seguro ao longo do tempo, afinal sabemos que o nível de tecnologia aplicada e o tamanho dos empreendimentos variam de região para região. O que não costuma ocorrer, e isso vale também para as demais modalidades de seguro rural, é um sombreamento com outros programas de natureza pública, que já oferecem algum tipo de assistência ao produtor de pequeno porte ou produtor familiar. O foco deste seguro, definitivamente, não é este público.

Tudo Sobre Criação de Peixes – As associações e cooperativas podem ser beneficiadas? Podem ter vantagens na aquisição do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Não podemos garantir que neste momento inicial algum tipo de contratação em condições mais favoráveis será oferecido se for feito através de associações e/ou cooperativas. Todavia, como em diversas modalidades de seguro, quando houver um grupo mais homogêneo de produtores, em condições de risco aceitáveis dentro da nossa avaliação de risco, juntamente com a capacidade operacional da seguradora em atender as regiões em que os mesmos estejam estabelecidos, haverá um interesse em se abordar comercialmente esses canais de clientes.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro aquícola está previsto para a criação em parques aquícolas?
Miguel F. de Almeida – Sim, todavia não é uma característica do seguro oferecer cobertura para os empreendimentos que cultivam espécies aquáticas em parques que não estejam devidamente regularizados ou que o próprio empreendimento não possua a devida licença ambiental para exercício da aquicultura naquele local. É imprescindível que as “Águas sob domínio da União” estejam liberadas/autorizadas pelos órgãos competentes para a exploração da atividade aquícola antes da contratação do seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Foi feito algum estudo do impacto do seguro aquícola no custo de criação? De que modo ele afeta a pouca margem de lucratividade que os produtores vêm convivendo nos últimos anos?
Miguel F. de Almeida – Conforme explicado anteriormente, os benefícios do seguro aquícola, assim como nas demais modalidades do seguro rural, são proteger o empreendimento contra eventos de natureza catastrófica, garantindo a estabilidade da operação e da renda do aquicultor. Além disso, entendemos que a existência do seguro como um dos itens no projeto técnico do empreendimento pode melhorar a sua avaliação de crédito junto às instituições financeiras e qualificar o produtor a limites maiores e em condições facilitadas (juros controlados, diferimento e prazo de pagamento e etc.). Isso tudo está de certa forma integrado ao negócio e quando realizado de forma contínua ao longo do tempo permite o acesso e a implantação das melhores práticas e tecnologias de ponta para o aumento da produtividade e, por consequência, maiores margens de lucratividade. Não se pode olhar de forma isolada o seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as espécies de organismos aquáticos o seguro aquícola contempla? Inclui as espécies nativas?
Miguel F. de Almeida – Neste primeiro estágio de desenvolvimento da carteira de negócios com o seguro no Brasil o foco será maior na tilápia e no camarão, sendo possível também a comercialização do seguro para algumas espécies nativas pelo Centro-Oeste e expandindo logo em seguida para o Norte do País.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais são as perspectivas de adesão para os próximos anos?
Miguel F. de Almeida – A carteira de clientes em potencial é significativa, mas sabemos que a cultura da contratação do seguro, ainda mais para uma nova modalidade de seguro como é o caso do seguro aquícola, requer tempo. Portanto, a adesão vai crescer na medida em que este seguro passe a ser mais conhecido dentro da cadeia produtiva.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais seriam os seus comentários finais a respeito desta nova modalidade de seguro?
Miguel F. de Almeida – Um outro item interessante de se comentar e que tem a ver com os benefícios diretos ao setor que este tipo de seguros pode proporcionar é a nova janela de oportunidades de trabalho que se abre aos profissionais do ramo, como biólogos, zootecnistas, engenheiros de aquicultura, etc. Para melhor esclarecer este ponto, é preciso entender que uma das etapas da aceitação dos riscos pela seguradora consiste na análise das informações enviadas pelo segurado na proposta do seguro, por um profissional devidamente qualificado. Somente pessoas com conhecimentos específicos sobre a atividade aquícola poderão desempenhar este tipo de trabalho e poderão fazer a transmissão do conhecimento. Além dessa, outras atividades passarão a fazer parte do cotidiano das seguradoras, como a realização de pesquisas de viabilidade do seguro em novas regiões, o desenvolvimento de coberturas para diferentes espécies, treinamento de profissionais de venda e atendimento aos clientes no pós-venda, elaboração de manuais de procedimentos e assim por diante. E não menos importante, muito pelo contrário, quando da ocorrência de um sinistro, imediatamente é preciso deslocar ao local um profissional qualificado pela seguradora para elaboração dos laudos de avaliação das perdas. Como podem ver, o campo de trabalho dos profissionais deste setor também é automaticamente ampliado na mesma velocidade que o mercado segurador se desenvolve

Fonte de pesquisa:  Panorama da Aquicultura

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Vírus Tilapia TiLV Ameaça Estoques

Pesquisadores Descobrem Novo Virus Tilv Que Ameaça Os Estoques Globais De Criação de Peixes Tilapia

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou um novo vírus que ataca tilipia selvagem e de criação, uma importante fonte de proteína barata para o abastecimento de alimentos do mundo. No trabalho publicado esta semana na mBio , uma revista de acesso aberto on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, a equipe mostra claramente que o vírus Tilapia Lake (TiLV) foi o culpado por trás da massa mortandade de tilapia ocorrida no Equador e Israel na recente anos. O trabalho também fornece uma base para o desenvolvimento de uma vacina para proteger os peixes de TiLV.

A tilápia é uma das indústrias de peixes mais importantes do mundo

Diz Eran Bacharach, virologista molecular da Universidade de Tel Aviv, em Israel e um dos principais pesquisadores sobre o estudo. “Além disso, porque eles comem algas, eles são porteiros ecológicos para água doce e são uma fonte barata, importante de proteína nos países mais pobres.”

A indústria de tilápia está avaliada em US $ 7,5 bilhões a cada ano. Vários países da Ásia e América do Sul são os maiores produtores de tilápia e os Estados Unidos são o maior importador, consumindo 225.000 toneladas de estes peixes a cada ano.

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Em 2009, ambas as espécies de tilápia selvagens em Kinneret Lake, também conhecido como o Mar da Galiléia, e os peixes em viveiros comerciais em Israel começou a sofrer de uma doença desconhecida, com altas taxas de mortalidade de até 70%. Um par de anos mais tarde, os peixes em viveiros comerciais no Equador também sofreu uma massa die-off. À primeira vista, as duas doenças pareciam alheios porque o peixe em Israel mostrou cérebro e sistema nervoso sintomas, enquanto o peixe no Equador sofria de sintomas de fígado. No final de 2012, os investigadores que trabalham em ambos os surtos enviou amostras de peixes doentes para o laboratório de W. Ian Lipkin, um especialista em caçar novos vírus.

Este foi um projeto de descoberta viral atípico

Diz Lipkin, professor, John Snow, de epidemiologia e diretor do Centro de Infecção e Imunidade da Universidade de Columbia, em Nova York. abordagem usual de sua equipe para rastrear qual o vírus está causando uma doença em particular é para prosseguir uma análise da sequência genética do sangue, fezes ou tecidos de um animal doente, remova todas as seqüências genéticas conhecidas encontradas em animais normais, e depois comparar o que é deixado para sequências conhecidas nas bases de dados. “Mas, neste caso, que o meu colega, Nischay Mishra encontrou não se parecia com quaisquer sequências inseridas anteriormente”, diz Lipkin.

Neste caso, a equipe encontrou 10 sequências de genes de ARN curta. “Quanto mais estudamos eles, o mais convencido de que tornou-se que o que tinha representado um vírus completamente novo”, diz Lipkin.

Enquanto nove dos segmentos de genes partilhada não há semelhanças com quaisquer outras proteínas virais conhecidas, um segmento fracamente parecia semelhante a uma proteína da gripe C vírus. Os 10 segmentos também teve de partida semelhante e sequências que terminam, uma característica do vírus segmentados. E a equipe mostrou que o vírus replica-se no núcleo de células de peixes. Estas características levaram a equipe a classificar TiLV como um vírus orthomyxo-like, relacionado com a mesma família de “vírus como a gripe”.

A equipe também mostrou que o vírus expressa 10 proteínas que correspondem aos segmentos do gene 10. Eles também sequenciou o vírus de tilápia do Equador e Israel e mostrou que era o mesmo vírus que causa as mortes em dois locais no meio do caminho ao redor do globo.

Porque os vírus dos dois sites compartilhada sequências de genes quase idênticos, Bacharach acredita que eles vieram da mesma fonte. Mas como o vírus viajou entre Israel e Equador, e em que direção, ainda é um mistério.

“Nossa pesquisa fornece os primeiros meios de detecção em conhecer a sequência genética do vírus é o primeiro passo para a concepção de diagnóstico e rastreio ensaios”, diz Bacharach. Tais ensaios irá permitir que os piscicultores para detectar quando o vírus está presente numa lagoa comercial e limitar o seu âmbito.

A descoberta traz outras aplicações práticas com ele, também, diz Lipkin: “Construir uma vacina iria economizar bilhões de dólares e preservar uma indústria que garante o emprego no mundo e a segurança alimentar em desenvolvimento.”

O total mBio estudo pode ser encontrada aqui: .  Para saber mais, visite o pós mbiosphere blogue .

Referências: ams

Eran Bacharach et ai. 05 de abril de 2016. Caracterização de um vírus Novel Orthomyxo-like Causando massa mortandade de tilápia. MBio . doi: 10,1128 / mBio.00431-16.

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