Suplemento Probióticos nutriçãoe alimentação de peixes

Suplemento Probióticos na Alimentação de Peixes

Uso de suplemento probióticos na alimentação de peixes tilápias para aumentar a produtividade.

Alimentação de Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), o que representa 60% dos custos totais.

Isto levou nutricionistas para encontrar novos ingredientes alternativos para reduzir custos ou nível representando alimentos. Vendo que a aquicultura progride rapidamente para se tornar a próxima fonte de fornecimento de proteína de peixe, em vez de negócios de pesca está aparecendo muito bom.

Mas como a produção de aquicultura continua a acumular, então doenças estão presentes prejudicando a rentabilidade desses projectos e para chegar a alcançar um desenvolvimento ideal e rentável desta indústria que é necessária a realização de melhores práticas de produção que vão de mãos dadas com a biossegurança , reprodução e alimentação de peixes.

Para a indústria de alimentação aquicultura é importante para desenvolver alimentos funcionais que melhoram a capacidade digestiva e revigorado, permitindo que os peixes de viveiro para lidar com a doença.

Assim visto, os aditivos capazes de proporcionar uma microflora intestinal seguro, estável e saudável, têm o potencial de influenciar diretamente eficiência digestiva de peixes e resultado natural da promoção do crescimento eficiente.

uplemento probióticos na alimentação de peixes tilápias para aumentar a produtividade.

Melhorar a saúde intestinal fará uma barreira natural contra infecções, doenças e agentes patogénicos que entram no trato digestivo, impedindo o estado imunitário dos peixes é diminuída é formado, isto conduz a uma melhor resistência à doença.

Eu dei a tarefa de traduzir e comentar para você os resultados obtidos pelo Dr. Giovani Sampaio Gonçalves e foram recentemente publicados na seção da revista Saúde e Bem-Estar Animal da aquicultura mundial advogado .

Em resumo, os resultados Suplemento Probióticos em tilápia engorda em tanques rede em condições de laboratório revelaram que o uso de promotores de saúde intestinal é positivo em termos de desempenho e rentabilidade do campo.

O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de sobrevivência, a microbiota intestinal, a integridade da mucosa, ea qualidade de carcaça de juvenis de tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus, depois de 80 dias sendo alimentados com uma dieta contendo aditivo probiótico (Bacillus cereus 4.0 × 108 CFUg subtilis e Bacillus -1 4,0 × 108 CFUg-1), à razão de 4 g / kg de ração peletizada. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, com dois tratamentos: um grupo controle e um grupo alimentado com a dieta mencionada. A avaliação da taxa de sobrevivência, foi realizada a análise da microbiota intestinal por cultura microbiológica, análise histomorfométrica da mucosa intestinal e da análise química da carcaça. Os resultados mostraram que tilapias do grupo tratado apresentaram maior taxa de sobrevivência relativa (P <0,05) do que o grupo controle, maior número de unidades formadoras de colônias (P <0,05) em relação a colonização intestinal por B. cereus e B. subtilis, e maiores taxas de mucosa intestinal integridade (P <0,05), avaliada por histomorfometria. Quanto a este último, o grupo a ser alimentados com rações com aditivo probiótico foi observado a ter maior e maior vilosidades, além de ter um maior número de células caliciformes que o grupo controle. No que respeita à qualidade da carcaça, os resultados mostraram que não havia interferência positiva (P <0,05) do probiótico no grupo tratado em comparação com o grupo de controlo como no que diz respeito aos níveis de proteína e extrato etéreo. Estes resultados permitem afirmar que a suplementação com probiótico, como testado nesta experiência, conduziu à colonização intestinal por bactérias benéficas e resultou em maior taxa de sobrevivência relativa, diminuiu a descamação da mucosa e ajudado no aumento do número de células caliciformes

Como citar este documento

Mello, Hurzana de et al. Efeitos benéficos de probióticos no intestino de juvenis de tilápia-do-nilo. Pesquisa Veterinaria Brasileira, v. 33, n. 6, p. 724-730, 2013. Disponível em: <http : //hdl.handle.net/11449/76301>
Tambem

Este estudo foi realizado em tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus PRESENTE linha), e foi realizada pelo Instituto de Pesca, na região de São Paulo no Brasil.

Tilápias alimentadas com suplemento modulador intestino mostrou parâmetros de produção melhoradas conseguindo um aumento de 4,7% na sobrevida, 2,8% maior do que o peso final. A biomassa colhida foi de 7,7% significativamente maior para o grupo em estudo que o grupo controle.

Mas para convencer a alta administração das empresas que a relação entre custo e eficiência de negócios é positivo para a empresa, que são obrigados avaliações de campo comercialmente. Se você precisar de suporte para seus ensaios técnicos adequadamente, não hesite me avise, eu tenho o programa mais completo Suplemento Probióticos e económica Consultoria Virtual.

Durante o teste atual, as condições eram a favor e nenhuma doença durante a engorda, resultando em uma excelente colheita. Devemos ver se inóculo submetendo os resultados são consistentes, embora estudos em outros países têm mostrado que até mesmo aumentar.

promotores de saúde intestinal utilizados neste estudo solicitado sobrevivência melhorada, o crescimento, a conversão e a composição da alimentação, o que resulta numa melhoria de 7,7% na produtividade. E o mais importante, demonstrou-se que o aditivo alimentar relatado 9,9% mais renda para os agricultores que retornam de 2,2% sobre o investimento.

Para muitas pessoas esses números podem parecer muito pouco, mas como esta indústria aumenta, os preços vão à concorrência no mercado e este é o lugar onde uma pequena quantidade pode fazer a diferença entre permanecer no negócio ou fechar.

Que experiências você tem conhecimento ou informação sobre a utilização de probióticos? Deixe seu comentário ou pergunta na seção de comentários abaixo, obrigado.

PS: Eu também quero pedir-lhe para compartilhar em suas redes sociais ou enviar por correio este boletim, a certeza de ser de interesse para alguém do seu círculo.

Tilápia vermelha genética melhorada Royal Fish

Tilápia vermelha genética melhorada Royal Fish

“A tilápia vermelha é mais atraente, vende mais. Lembra peixes marinhos e por isso ganha melhor aceitação”

Hoje, a tilápia é o segundo peixe mais cultivado do mundo, perdendo apenas para o salmão, e o primeiro no Brasil. A preferência nacional pode parecer estranha para quem não sabe o nome mais conhecido da tilapia vemelha é Saint Peter, muito presente em restaurantes e supermercados do país.

Trata-se de uma variedade de pele vermelha da mesma tilápia nilótica, que tradicionalmente é preta com listras mais escuras.

Na forma de filé não apresentam diferenças na cor e no sabor. O tamanho do mercado produtor e consumidor da tilápia no país mobiliza cientistas que pesquisam formas de melhoramento genético, doenças e tratamentos, até diferentes maneiras de comercializar o produto.

A variedade da tilápia vermelha foi trazida de Israel pela empresa Aquaculture Production Technology (APT) nos anos 1980.

O nome Saint Peter pegou como bombril para palha de aço ou xerox para fotocópias.

Compara o zootecnista e professor Alexandre Wagner Silva Hilsdorf, do Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos e Aquicultura (Lagoaa), da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), na Região Metropolitana de São Paulo.

Ele foi um dos primeiros pesquisadores brasileiros a trabalhar com genética de tilápia ao coordenar a criação de uma nova variedade vermelha para resolver um problema da Indústria Brasileira do Peixe (conhecida pelo nome de Royal Fish), empresa de Jundiaí (SP) que produzia a Saint Peter no final dos anos 1990 e teve dificuldades em importar matrizes de Israel.

© EDUARDO CESAR

Tilápias jovens no Instituto de Pesca, e..

Tilápias jovens no Instituto de Pesca, e…

“No ano 2000, propus para os donos da empresa a importação de uma nova variedade de tilápia vermelha que eu havia trabalhado quando fiz meu mestrado no Instituto de Aquicultura da Universidade de Stirling, no Reino Unido, batizada de Red-Stirling, uma tilápia nilótica (Oreochromis niloticus) mutante que promove a ausência da coloração preta selvagem típica da tilápia.

A partir da importação dessa variedade tilapia vermelha, iniciou-se um programa de cruzamentos com a variedade Chitralada preta com o objetivo de melhorar geneticamente o desempenho em condições de cultivo da variedade vermelha vinda da Universidade de Stirling. O resultado foi uma tilápia geneticamente melhorado que atualmente  é comercializado pela empresa”, conta Hilsdorf (ver Pesquisa FAPESP nº 163).

Os experimentos e o desenvolvimento da nova variedade chamada de Royal Fish foram financiados por projetos do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP.

Mesmo com o gosto e a cor do filé idênticos ao das tilápias pretas, as vermelhas chamam mais a atenção do consumidor nas gôndolas.

“A tilápia vermelha é mais atraente, vende mais. Lembra peixes marinhos e por isso ganha melhor aceitação”,

Explica Hilsdorf. Mesmo com desempenho de crescimento menor que a preta, a tilápia vermelha inteira da Royal Fish é vendida no criadouro por R$ 9,80 o quilo (kg), enquanto a preta por R$ 8,50.

Em São Paulo, a média do preço do quilo do peixe inteiro, no segundo trimestre de 2016, conforme um levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura, de Palmas (TO), foi de R$ 12,90, e o filé fresco, nos supermercados, de R$ 43,30. O preço varia de acordo com a região no Brasil.

No levantamento da Embrapa, a média de preços do quilo do filé – no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná e Santa Catarina – ficou em R$ 31,23, e a do peixe inteiro, R$ 12,42.

© EDUARDO CESAR

...adulta dos tanques de criação da Barragem de Ponte Nova, em Salesópolis (SP)

…adulta dos tanques de criação da Barragem de Ponte Nova, em Salesópolis (SP)

 

 

 

 

 

 

“No final dos anos 1980, o peso comercial da tilápia era em torno de 500 gramas com cerca de seis meses de cultivo, dependendo da região.

Hoje, por exemplo, na região de Santa Fé, no noroeste paulista, as tilápias pretas cultivadas pela Indústria Brasileira do Peixe atingem 850 g em seis meses.

A variedade da tilápia vermelha desenvolvida pela empresa na primeira fase dos trabalhos de melhoramento alcança o peso comercial de 850 g em oito meses de cultivo, diz Hilsdorf.

“Com a experiência adquirida, estamos partindo para novos projetos de cruzamentos, associados a marcadores moleculares que são avaliados na UMC com alunos do curso de pós-graduação em biotecnologia.

Com mais conhecimento sobre regiões genômicas das tilápias poderemos selecionar peixes que possam garantir à prole as características que queremos para o melhoramento da variedade, tornando-a mais produtiva, com maior tamanho e rendimento de carne.”

Uma dessas linhas de estudo do pesquisador é a identificação de polimorfismos (diferenças na sequência de DNA) no gene do hormônio de crescimento da tilápia. “Já identificamos, com base na análise de quatro variedades criadas no Brasil, polimorfismos no promotor do gene do hormônio de crescimento e testamos a associação estatística das diferenças encontradas entre os peixes com crescimento.”

Outra linha de pesquisa voltada para a criação de tilápia envolve uma ferramenta que já é usada para a criação de bovinos. O veterinário José Fernando Garcia, professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araçatuba (SP), quer usar a sua experiência no desenvolvimento do chip de DNA bovino, usado comercialmente para selecionar melhores reprodutores em gado de leite. Ele está elaborando um chip para selecionar as matrizes de tilápias que são melhores reprodutoras com o objetivo de aumentar o rendimento do peixe em relação à produção de carne.

“Com um pedaço da nadadeira da tilápia conseguimos extrair o DNA e, em uma lâmina com sensores nanotecnológicos, iremos identificar e caracterizar pontos do genoma chamados de SNPs [sigla em inglês para singlenucleotide polymorphism, ou polimorfismo de nucleotídeo único], que são variações no DNA que permitem caracterizar individualmente cada peixe”

explica Garcia. “Com essa ferramenta será mais fácil, rápido e eficiente selecionar as matrizes. Cada casal de tilápia pode produzir de 200 a 300 filhotes por desova, três a quatro vezes por ano. O SNPchip vai facilitar o melhoramento genético da tilápia vermelha que ainda é incipiente. O melhoramento do salmão, em países como Chile e Noruega, já conseguiu dobrar o tamanho do peixe”, diz Garcia.

© EDUARDO CESAR

SNPChip: será usado para identificar marcadores genéticos em matrizes de tilápia

SNPChip: será usado para identificar marcadores genéticos em matrizes de tilápia

Para verificar a variabilidade genética das várias linhagens do mundo da Oreochromis niloticus, o grupo de Garcia está coletando o DNA de indivíduos que representam variedades comerciais ou não do peixe. Com as amostras de sequências do genoma serão identificados os marcadores genéticos.

Depois essas informações serão processadas e colocadas em uma lâmina de microchip pela empresa Illumina, da Califórnia, nos Estados Unidos.

Com essa lâmina será possível analisar simultaneamente centenas de milhares de marcadores da tilápia.

Esse produto deverá estar pronto em 2017”, avalia Garcia, que recentemente pediu a diminuição do tempo dispensado à universidade para tempo parcial com o intuito de se dedicar mais ao projeto na sua empresa, a Agropartners Consultoria.

As doenças da tilápia também são objeto de estudos no Brasil. O mais recente resultou em uma vacina contra a bactéria Streptococcus agalactiae, desenvolvida na Unesp de Jaboticabal.

O microrganismo provoca uma mortandade de peixes que pode chegar a 90% da produção na idade de pré-comercialização (cerca de 800 gramas).

Esse patógeno normalmente já está na água e contamina os peixes de forma oportunista quando eles ficam estressados com a superlotação dos tanques ou com a variação brusca de temperatura.

A infecção provoca alterações neurológicas na pele, olho saltado, além de sinais neurológicos, como natação errática, causados por meningoencefalite hemorrágica. O problema é enfrentado com antibióticos, mas o uso indiscriminado de medicamentos leva à contaminação da água e de mananciais.

“Existem várias vacinas contra a estreptococose no mundo, mas não temos informações sobre a industrialização, frequentemente por conta de segredos industriais. Como não há muita informação, nosso ex-aluno de doutorado, Paulo Fernandes Marcusso, propôs a sonicação, que é o uso de ultrassom como forma de inativação da bactéria, e a utilização de duas proteínas como imunógenos na vacina”, explica o médico-veterinário Flavio Ruas de Moraes, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal (SP).

“Nos testes que fizemos em laboratório, a taxa de sobrevivência dos peixes vacinados foi de 100%”, diz Marcusso, hoje professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Além do Brasil, a bactéria foi relatada em criações nos Estados Unidos, Israel e Japão, explica Marcusso.

O próximo passo seria fazer testes em campo, o que demanda financiamento e comprometimento de uma empresa ainda inexistente.

© ALEXANDRE HILSDORF

Tilápia Royal Fish, resultado do cruzamento entre as variedades Red Stirling, vermelha, e Chitralada, preta

Tilápia Royal Fish, resultado do cruzamento entre as variedades Red Stirling, vermelha, e Chitralada, preta

Para combater as bactérias que possam infectar as tilápias e ainda ajudar no crescimento dos peixes, outra linha de estudo recai sobre a adição de probióticos, que podem ser bactérias ou leveduras, à ração, como mostram dois projetos realizados no Instituto de Pesca de São Paulo financiados pela FAPESP.

No primeiro projeto coordenado pelo engenheiro-agrônomo Leonardo Tachibana, foram utilizadas as bactérias Enterococcus faecium, Bacillus subtilis e Lactobacillus acidophilus para melhorar o aproveitamento da ração e aumentar a imunidade do animal e reduzir a infecção por doenças.

“Esse processo resulta em um crescimento de 6% a 8% do peixe”, afirma Tachibana. O E. faecium já é usado para aves e suínos misturado à ração com a mesma finalidade.

Tachibana diz que, embora não tenha números, o custo compensa a adição de probióticos na ração.

“Gastam-se apenas 200 gramas por tonelada de ração na fase juvenil do peixe.”

Em outro projeto no Instituto de Pesca em São Paulo, a bióloga Danielle de Carla Dias procura bactérias nas próprias tilápias nilóticas que possam inibir alguma doença do peixe.

Para isso, ela e um grupo de pesquisadores do instituto percorreram vários locais de criação no Brasil.

O resultado foi uma coleta de 1.125 espécies de bactérias encontradas nos peixes, obtidas da mucosa, pele ou intestino. “

Até agora, desde o início de 2015, coletamos essas bactérias e testamos 30, das quais quatro passaram nos testes porque demonstraram algum benefício”

Diz Danielle. “Pretendemos até abril de 2017 estar com uma bactéria probiótica específica para a tilápia e iniciar os primeiros testes em peixes.”

Ela realizou alguns estágios de pós-doutorado com apoio da Fapesp na Universidade de Málaga e também no Instituto Espanhol de Oceanografia, na Espanha, onde participou de estudos para encontrar uma bactéria probiótica para peixes marinhos e que hoje são utilizadas como aditivos em criações comerciais de lubina, linguado e dourada.

© EDUARDO CESAR

Tanques de criação em Salesópolis, onde a UMC realiza experimentos de cruzamentos para melhoramento genético

Tanques de criação em Salesópolis, onde a UMC realiza experimentos de cruzamentos para melhoramento genético

Filés e cubos
A forma de consumo do peixe também é objeto de investigação.

O último projeto Pipe coordenado por Hilsdorf foi destinado ao conhecimento do mercado consumidor da tilápia vermelha e o desenvolvimento de produtos processados com o peixe. O estudo que envolveu Royal Fish, UMC e Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas (SP), foi iniciado em 2011 e recebeu também recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Finalizado em 2014, o projeto, entre outros produtos, gerou filés cozidos em forma de cubos e filés frescos com molhos de forma semelhante a produtos existentes no exterior. Os filés em cubos nas embalagens de alumínio, na forma de sacos semelhantes àqueles utilizados em molhos e massas, são inéditos no Brasil. Poderão ser consumidos em refeições ou na forma de petiscos.

“Fizemos filés cozidos de tilápia cortados em pedaços com salmoura. Depois de esterilizado, o produto é fechado e está pronto para uso”, conta José Ricardo Gonçalves, pesquisador do Ital.

Também foram realizadas várias sessões de percepção de sabor por parte de consumidores. O filé cortado em cubos e cozido obteve uma aceitação de 70% e um percentual de rejeição de 20%, sendo que 10% foram indiferentes. Depois dos estudos, a Royal Fish analisa quais produtos poderá lançar no mercado.

grafico-de-maior-produtor-de-peixes-do-mundo-2016

Crescimento intenso
Produção ascendente mostra a importância que a tilápia tem na aquicultura nacional

A tilápia é o peixe mais cultivado no Brasil. Em 2015 foram 219 mil toneladas despescadas (abatidas e comercializadas), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse número aumentou 9,7% em relação a 2014 e quase 10 vezes em relação a 1998, quando foram vendidas 30 mil toneladas.

As maiores regiões produtoras estão no Ceará, principalmente no município de Jaguaribara; São Paulo, nas cidades de Santa Fé do Sul e Rifaina; além de Toledo, no Paraná e Glória, na Bahia. Segundo o IBGE, a produção movimentou R$ 1,177 bilhão no ano passado.

Entre as variedades mais presentes no Brasil está a tilápia Chitralada, no país desde 1996, descendente de tilápias do Egito que foram selecionadas no Japão e posteriormente melhoradas na Tailândia.

A outra é a tilápia Gift, sigla para genetically improved farmed tilapia, originária de um projeto de 10 anos (1988-1997) da International Center for Living Aquatic Resources Management (Iclarm), atual WorldFish Center, com sede na Malásia, para produzir uma variedade de tilápia geneticamente superior.

Foi introduzida no país em 2005 por meio de uma parceria entre a Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, e o WorldFish Center, com colaboração do ex-ministério da Pesca e Aquicultura e da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar).

O Informativo Mercado da Tilápia de fevereiro de 2016, editado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, de Palmas (TO), indica que o Brasil exportou 171 toneladas de filé fresco de tilápia para os Estados Unidos em 2015, 97% do total do comércio externo brasileiro, no valor de US$ 1,3 milhão. Somente no primeiro trimestre deste ano, também segundo a Embrapa, as exportações ultrapassaram o período de 2015, com 188 toneladas no valor de US$ 1,5 milhão.

Projetos
1. Agregação de valor ao processo de industrialização do híbrido da tilápia vermelha (Oreochromis niloticus) (nº 2011/51143-0). Modalidade Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas / Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pappe-Pipe); Pesquisador responsável Alexandre Wagner Silva Hilsdorf (UMC); Investimento R$ 102.237,95 (Fapesp) e R$ 83.298,37 (Finep).
2. Avaliação genética e zootécnica de duas variedades de tilápia nilótica para o estabelecimento de um programa de produção massal de um híbrido (nº 2001/08416-4); Modalidade Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Pesquisador responsável Alexandre Wagner Silva Hilsdorf (UMC); Investimento R$ 123.642,39 e US$ 8.998,66
3. Seleção de microrganismos isolados de tilápia para utilização como probiótico em peixes (nº 2014/15390-1); Modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes; Pesquisadora responsável Danielle de Carla Dias (Instituto de Pesca); Investimento R$ R$ 142.089,84 e US$ 46.703,86.
4. Probióticos na alimentação de tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus (nº 2013/09731-8); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Leonardo Tachibana (Instituto de Pesca); Investimento R$ 168.296,53 e US$36.739,96.

Doença da mancha branca em camarões

Doença da mancha branca em camarões

Doença da mancha branca confirmado em fazenda de camarão

Clique na bandeira para mais informações sobre a AustráliaAUSTRÁLIA
sexta-feira, dezembro 2, 2016, 23:00 (GMT + 9)

Uma exploração aquícola localizada ao sul de Brisbane foi colocado sob controlo de circulação após os resultados dos testes confirmaram um caso de doença da mancha branca (WSD) em camarões.

A medida ordenada pelo Biosecurity Queensland foi recebido pelo ministro da Agricultura Bill Byrne, após a confirmação dos resultados positivos para WSD de Laboratório de Saúde Australiano animal em Geelong.

“A Austrália é considerada livre do vírus e este é o primeiro caso confirmado que tivemos em um ambiente aquicultura. camarões infectados não apresentam qualquer risco para a saúde humana, e não há nenhuma sugestão de que qualquer produto atualmente no mercado é de forma alguma afectada “, salientou Chefe de Biossegurança Oficial de Jim Thompson.

O oficial explicou também que a indústria tem sido notificado e Biossegurança Queensland está no local trabalhando em estreita colaboração com os operadores agrícolas para garantir os processos de biossegurança necessárias forem seguidas, incluindo desestocagem completamente o local.

“Além disso, todo o movimento da água da fazenda foi interrompido enquanto os tanques afetados são tratados para minimizar qualquer risco de propagação”, Thompson afirmou.

Além disso, como parte da investigação em curso sobre a possível fonte da infecção, representantes de biossegurança estão realizando vigilância em outras operações semelhantes na área.

Atualmente, este parece ser um caso isolado e não terá qualquer impacto sobre os fornecimentos de camarão para a temporada de férias.

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Decreto contempla espécies exoticas de alta produtividade

São Paulo sai de uma legislação restritiva e impeditiva para uma proposta moderna e eficiente, abrangendo a realidade do setor e permitindo ao mesmo se licenciar e ser monitorado pelo Estado.  no final tem todas espécies listadas

 

O decreto contempla espécies exoticas de alta produtividade, como o Clarias, Pangassius, Vannamei, Kappaphycus, Gigas, tambem híbridos estéreis, e nativas alóctones como pirarucu.  E na lista de espécies poderão ser incluídas ou retiradas espécies mediante estudos científicos. Temos ai um grande mérito, inovador, que coloca o conhecimento a frete da questão que vinha sendo tratada de forma poética, apaixonada ou arbitraria, mas não técnica-científica.

 

Outros grandes avanços, são um eficaz cadastro em portal para os pequenos aquicultores ao invés de isenção pura e simples. A redução das taxas de Licenciamento e inclusão de sistemas de cultivo como em recirculação são tambémavanços importantes, como muitos outros detalhes impeditivos dos textos passados que foram melhorados.

 

Agora os produtores finalmente poderão (e deverão todos no prazo de 1 ano) se licenciar e mostrar o que e como cultivam e o estado poderá ter uma dimensão real da atividade, e assim monitorar e conduzir uma política publica embasada para o setor.

 

As versões anteriores do decreto eram impraticáveis, como na ultima onde não era permitido ter efluente liquido nem espécie exótica para isenção, as taxas eram fora da realidade do setor, as espécies exóticas, alóctones e híbridos eram limitadas ou impedidas, apesar de representar 98% da produção estadual. Ocorria que os produtores não se licenciavam nem o estado podia exercer qualquer ação embasada por descontrole e desconhecimento do Setor.

Esta e as próximas gerações poderão finalmente cultivar e mostrar para a sociedade os benefícios da Aquicultura, muitas vezes apontada como impactante mas que em verdade e´ em geral conservacionista, bem como os investidores terão segurança para investir na atividade.

 

Creio que ganhou a sociedade, a ciência e o respeito as legislação existente, sobre um falso ambientalismo sem embasamento e sem comprometimento social. A união e perseverança dos Produtores com o conhecimento técnico-cientifico embasados e amparados nas leis, a participação com isenção da Instituição Oficial de Pesquisa- IP, a interlocução com o Governo e vontade política, geraram um processo vitorioso.

 

A FAO cobra dos signatários como o Brasil incentivar a Aquicultura de forma sustentável, e a tecnologia atual assim permite. São Paulo com todo potencial fisco, econômico e humano para Aquicultura, engessado a mais de uma década pelo licenciamento, acompanhava pouco esta demanda atual, produzindo o possível com a abnegação e persistência de piscicultores. Agora na sai frente, modernizando e inovando o licenciamento Aquicola, mostrando um bom uso da LC140-2011, lei que transfere ao estado tal incumbência.

 

Vimos elogiar por este decreto Vossa Excelência Governador Dr. Gerando Alckmin e as oportunidades que proporcionou em 4 anos, de acertarmos um decreto que refletisse os anseios legítimos dos Piscicultores, bem como seus secretários da Agricultura e do Meio Ambiente, respectivamente Dep. Arnaldo Jardim e Dr. Ricardo Salles, que em esforço conjunto realizaram este decreto.

 

Zootecnista- Flavio Figueiredo Lindenberg

Presidente- APACLA – Associação Paulista do Setor Produtivo do Clarias.

ffl@moana.com.br

13 99638 5601 whatsapp 13 98150 3595

SECRETARIA DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO

AGENCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS

INSTITUTO DE PESCA

Av. Francisco Matarazzo, 455 Cx.P. 61070 CEP 05001-970

Parque da Água Branca – São Paulo-SP

Tel. (011) 3871-7542/3871-7531 e-mail- instituto@pesca.sp.gov.br

Portaria
Dispõe sobre a lista de espécies aquícolas alóctones, exóticas e híbridos cultiváveis no

Estado de São Paulo

              O Diretor do Instituto de Pesca, no uso de suas competências legais, em

atendimento ao artigo 5º, do Decreto estadual nº 62.243, de 01 de novembro de 2016, e à

Resolução SAA – 73, de 24-11-2016 que dispõe sobre critérios e procedimentos a serem

seguidos pelo Instituto de Pesca para a edição e revisão da lista de espécies alóctones,

exóticas e híbridos, cujo cultivo está permitido, e os locais autorizados para o cultivo de

cada espécie;

               Considerando a Portaria 145/98 do IBAMA que estabelece normas para a

introdução, reintrodução e transferência de peixes, crustáceos, moluscos, e macrófitas

aquáticas para fins de aquicultura;

              Considerando a importância da atividade de aquicultura com fins de

ornamentação e de aquariofilia, com observância à sustentabilidade baseada de maneira

integrada em aspectos ambientais, econômicos e sociais;

               Considerando o modelo de ordenamento pesqueiro utilizado no Brasil, onde

o Ministério do Meio Ambiente- MMA, em conjunto com o Ministério de Agricultura, Pecuária

e Abastecimento – MAPA, estabelecem as espécies continentais e marinhas que podem

ser capturadas e comercializadas com finalidade de ornamentação e de aquariofilia;

              Considerando a Instrução Normativa IBAMA nº 202, de 22 de outubro de

2008, que estabelece normas, critérios e padrões para explotação com finalidade

ornamental e de aquariofilia de peixes nativos ou exóticos de águas marinhas e estuarinas;

             Considerando a Instrução Normativa IBAMA nº204, de 22 de outubro de

2008 que estabelece normas, critérios e padrões para explotação com finalidade

ornamental e de aquariofilia de exemplares vivos de raias nativas de água continental

Família Potamotrygonidae;

               Considerando a Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº01, de 03

de janeiro de 2012, que estabelece normas, critérios e padrões para explotação de peixes

nativos ou exóticos de águas continentais com finalidade de ornamentação e de aquariofilia;

              Considerando os Dados dos levantamentos no Estado de São Paulo

publicados pelo Instituto de Pesca de 1994 a 2009, entre outras publicações;

             Considerando as declarações das Associações de Classe e Colônias de

Pescadores de águas continentais do Estado de São Paulo;

 

SECRETARIA DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO

AGENCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS

INSTITUTO DE PESCA

Av. Francisco Matarazzo, 455 Cx.P. 61070 CEP 05001-970

Parque da Água Branca – São Paulo-SP

Tel. (011) 3871-7542/3871-7531 e-mail- instituto@pesca.sp.gov.br

             Considerando as discussões do Grupo de Trabalho do Instituto de Pesca

para Estudos de Espécies Exóticas no Estado de São Paulo criado pela Portaria de 11-4-

2016 e da Comissão Técnica de Aquicultura criada pela Resolução SAA – 27, de 26-6-2015;

            Considerando a existência de diferentes sistemas de cultivo de espécies

aquícolas no Estado de São Paulo e os objetivos das criações (commodities,

ornamentação, lazer, etc);

                Considerando que para a avaliação dos possíveis impactos

socioeconômicos e ambientais (impactos nas espécies nativas e possível constatação de

bioinvasão), bem como a implantação de medidas mitigadoras de escapes em aquiculturas

já existentes, deverão ser realizados estudos conduzidos por técnicos especializados, que

contemplem as informações sobre o monitoramento da atividade (aquicultura e pesque-

pague) ao longo do tempo, bem como o monitoramento pesqueiro continental (rios, lagos

e reservatórios) e marinho e das áreas envolvidas; e

              Considerando que a presença de uma determinada espécie em um corpo

d’água pode compreender tanto espécies acidentais como constantes, ou seja, que a

simples ocorrência da mesma não indica que esta se encontra estabelecida;

RESOLVE:
              Artigo 1º – Definir, por meio dos Anexos I (A, B e C), II e III, a ocorrência das

espécies alóctones, exóticas e híbridos cultiváveis no Estado de São Paulo.

Artigo 2º – Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação

28 de novembro de 2016
Diretor Técnico de Departamento

Instituto de Pesca/APTA/SAA

                           ANEXO I

LISTA DE ESPÉCIES AQUÁTICAS EXÓTICAS, ALÓCTONES E HÍBRIDOS

CULTIVÁVEIS NAS BACIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

A – BACIA DO RIO PARANÁ

 

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Tel. (011) 3871-7542/3871-7531 e-mail- instituto@pesca.sp.gov.br

ESPÉCIE
Nome comum
Peixes
Bagre do Canal
Black bass
Cachara
Carpa cabeça grande
Carpa comum
Carpa prateada
Carpa-capim
Clarias
Curimbatá do São Francisco
Jundiá Amazônico
Jurupensém
Matrinxã
Panga
Patinga
Piauçu ou Piavuçu
Pintado da Amazônia
Piraputanga
Pirarara
Pirarucu
Tambacu
Tambaqui
Tambatinga
Tilápia do Nilo
Trairão
Truta arco-íris
Tucunaré
Anfíbios
Rã-touro
Crustáceos
Camarão amazônico
Camarão branco-do-pacífico

Camarão da Malásia

Machrobachium amazonicum
Litopenaeus vannamei

Macrobrachium rosenbergii

Lithobates catesbeianus

 

Ictalurus punctatus
Micropterus salmoides
Pseudoplatystoma reticulatum
Aristichthys nobilis
Cyprinus carpio
Hypophthalmichthys molitrix
Ctenopharyngodon idella
Clarias gariepinus
Prochilodus marggravii
Leiarius marmoratus
Sorubim lima
Brycon amazonicus
Pangasianodon hypophthalmus

Pacu x Pirapitinga

Leporinus macrocephalus
Cachara x Jundiá
Brycon hilarii
Phractocephalus hemioliopterus
Arapaima gigas
Tambaqui x Pacu
Colossoma macropomum
Tambaqui x Pirapitinga
Oreochromis niloticus
Hoplias lacerdae
Oncorhynchus mykiss
Cichla spp

 

Nome científico
Tanque-rede em reservatório
SISTEMA DE CULTIVO
Barramento/

Pesque-pague

 Viveiro

escavado/

Alvenaria

Obs: Todas as espécies listadas poderão ser cultivadas em sistemas de recirculação/fechado
B – BACIA DO ATLÂNTICO SUDESTE
ESPÉCIE
SISTEMA DE CULTIVO

 

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Tanque-rede

em

reservatório

Barramento/

Pesque-pague

 Viveiro

escavado/

Alvenaria

 

Nome comum
Bagre do Canal

Carpa cabeça grande

Carpa comum

Carpa prateada

Carpa-capim

Clarias

Curimbatá do São Francisco

Dourado

Jundiá do Sul

Matrinxã

Pacu

Panga

Patinga

Piauçu ou Piavuçu

Pintado da Amazônia

Piraputanga

Pirarara

Pirarucu

Tambacu

Tambaqui

Tambatinga

Tilápia do Nilo

Trairão

Truta arco-íris

Anfíbios

Rã-touro

Nome científico
Ictalurus punctatus

Aristichthys nobilis

Cyprinus carpio

Hypophthalmichthys molitrix

Ctenopharyngodon idella

Clarias gariepinus

Prochilodus marggravii

Salminus brasiliensis

Rhamdia quelen

Brycon amazonicus

Piaractus mesopotamicus

Pangasianodon hypophthalmus

Pacu x Pirapitinga

Leporinus macrocephalus

Cachara x Jundiá

Brycon hilarii

Phractocephalus hemioliopterus

Arapaima gigas

Tambaqui x Pacu

Colossoma macropomum

Tambaqui x Pirapitinga

Oreochromis niloticus

Hoplias lacerdae

Oncorhynchus mykiss

Lithobates catesbeianus

 

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Crustáceos

Camarão amazônicoMachrobachium amazonicum

Camarão branco-do-pacíficoLitopenaeus vannamei

Camarão da MalasiaMacrobrachium rosenbergii

Obs: Todas as espécies listadas poderão ser cultivadas em sistemas de recirculação/fechado

C – BACIA DO ATLÂNTICO SUL
ESPÉCIE
SISTEMA DE CULTIVO

 

Tanque-rede

em

reservatório

Barramento/

Pesque-pague

 

 Viveiro

escavado/

Alvenaria

 

 

Nome comum
Bagre do Canal

Cachara

Carpa cabeça grande

Carpa comum

Carpa prateada

Carpa-capim

Clarias

Curimbatá do São Francisco

Dourado

Jundiá Amazônico

Jundiá do Sul

Matrinxã

Pacu

Panga

Patinga

Piauçu ou Piavuçu

Pintado da Amazônia

Pirarucu

Tambacu

Tambaqui

Tambatinga

Tilápia do Nilo

Trairão

Truta arco-íris

Anfíbios

Rã-touro

Nome científico
Ictalurus punctatus

Pseudoplatystoma reticulatum

Aristichthys nobilis

Cyprinus carpio

Hypophthalmichthys molitrix

Ctenopharyngodon idella

Clarias gariepinus

Prochilodus marggravii

Salminus brasiliensis

Leiarius marmoratus

Rhamdia quelen

Brycon amazonicus

Piaractus mesopotamicus

Pangasianodon hypophthalmus

Pacu x Pirapitinga

Leporinus macrocephalus

Cachara x Jundiá

Arapaima gigas

Tambaqui x Pacu

Colossoma macropomum

Tambaqui x Pirapitinga

Oreochromis niloticus

Hoplias lacerdae

Oncorhynchus mykiss

Lithobates catesbeianus
x
x
x

 

x
Crustáceos

Camarão amazônicoMachrobachium amazonicum

Camarão branco-do-pacíficoLitopenaeus vannamei

Camarão da MalásiaMacrobrachium rosenbergii

Obs: Todas as espécies listadas poderão ser cultivadas em sistemas de recirculação/fechado

ANEXO II

 

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LISTA DE ESPÉCIES AQUÁTICAS EXÓTICAS, CULTIVÁVEIS NO LITORAL DE SÃO

PAULO

ESPÉCIES MARINHAS DO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Moluscos
Nome comum
Ostra japonesa ou do Pacífico
Algas

Macroalga

Crassostrea gigas
Nome científico
Kappaphycus alvarezzi
ANEXO III

 

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LISTA DE ESPÉCIES AQUÁTICAS EXÓTICAS, CULTIVÁVEIS PARA FINS DE

ORNAMENTAÇÃO E AQUARIOFILIA NO ESTADO SÃO PAULO

ORNAMENTAÇÃO E AQUARIOFILIA
Nome popular
Apaiari ou oscar
Arraia
Arraia
Arraia
Arraia
Arraia
Aruanã
Botia lohachata
Carpa
Cascudo Abacaxi
Cinolébias boquermani
Cinolébias cianeus
Cinolébias constâncie
Cinolébias magnificus
Cinolébias melanotênia
Cinolébias whitei
Cinolébias zonatus
Flying fox
Jacundá
Jejum
Kinguio, telescópio, cometa
Labeo frenatus
Pacu prata ou CD
Panga
Paulistinha ou zebrafish
Peixe Palhaço
Tetra
Tetra Red Cherry
Tricogaster
Anfíbios
Axolote
Xenopus
Ambystoma mexicanum
Xenopus laevis
x
x
Nome Cientifico
Astronotus spp
Potamotrygon leopoldi
Potamotrygon henlei
Potamotrygon motoro
Potamotrygon histrix
Potamotrygon shoederi
Osteoglossum spp
Botia almorhae
Cyprinus carpio
Pterygoplichthys pardalis
Simpsonichthys bokermanni
Austrolebias cyaneus
Simpsonichthys constanciae
Simpsonichtys magnificus
Cynopoecilus melanotaenia
Nematolebias whitei
Simpsonichthys zonatus
Epalzeorhynchos kalopterus
Crenicichla spp
Hoplerythrinus unitaeniatus
Carassius auratus
Epalzeorhynchos frenatum
Metynnis macutalus
Pangasianodon hypophthalmus
Danio rerio
Amphiprion spp
Hyphessobrycon griemi
Hyphessobrycon sp
Osphronemus goramy
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Viveiro escavado/

Alvenaria

x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Recirculação/ Sistemas

fechados

 

Aquicultura em Portugal

Aquicultura em Portugal

A aquicultura em Portugal é reconhecida por obedecer a normas rigorosas em termos de qualidade, sustentabilidade e proteção do consumidor. Alguns dados sobre a aquicultura na União Europeia [Fonte: DG MARE, a partir dos dados do Eurostat]:

A aquicultura em Portugal Representa aproximadamente 20% da produção de peixeProdução: 1,28 milhões de toneladas;Portugal, no contexto da UE, representava, em 2011, 2% do valor da produção aquícola europeia

Emprega diretamente cerca de 80 mil pessoas

O consumo de produtos da pesca e da Aquicultura em Portugal atinge cerca de 13,2 milhões de toneladas

Aquicultura em Portugal em tanques rede

A aquicultura da UE contribui em 10 % para o abastecimento do mercado da UE de produtos do mar. Os moluscos representam cerca de metade da produção da UE, sendo os mexilhões e as ostras os mais populares.

Os peixes de água salgada, como o salmão, a dourada e o robalo, constituem cerca de um quarto da produção e os peixes de água doce, como a truta e a carpa, cerca de um quinto.
Fonte: A aquicultura na União Europeia – Espaço Aquicultura

criação de salmao em tanques

Salmão de viveiro da Noruega

Documentário que está neste momento a dar na Rtp3 salmão de viveiro. Aconselho a quem tem box de gravação que o veja.

É uma questão de saúde pública

Para quem não tiver box pode ser visto no fim do artigo

Uma ampla investigação a nível mundial mostra os segredos da indústria do peixe. Cientistas confirmam, por exemplo, que o salmão de viveiro é o alimento mais tóxico do mundo. Na Noruega, Vietname ou Suécia, o peixe tornou-se uma indústria com enormes fábricas de alta tecnologia, onde são usadas toneladas de produtos químicos para alimentar milhões de peixes. Por exemplo, cerca de 50% do bacalhau nasce com deficiências genéticas

extensive research worldwide shows the fish industry secrets. Scientists confirm, for example, that  farmed salmon is the most toxic food world.In Norway, Sweden and Vietnam, the fish has become an industry with enormous high technology factories, where  are used tons of chemicals tofeed millions of fish. For example, about 50% of cod born with genetic defects

É uma questão de saúde pública.

It is a matter of public health.

 

E não há regulador neste mundo com eles no sítio que actue em defesa do consumidor

documentário  com legendas em portugues

documentary in English

Salmonopoly – Um outro documentário muito esclarecedor, “Salmonopoly“, realizado por Wilfried Huismann e Arno Schumann, leva-nos a outras paragens e a outros segredos do “negócio”.

SalmonopolyAnother very enlightening documentary, held by Wilfried Huismann and Arno Schumann, leads us to other places and other secrets of the “business”.

Marine Harvest é a maior preocupação mundial no que diz respeito a aquicultura. Produz mais de 100 milhões de salmão de viveiro por ano e fornece os consumidores na Europa, EUA e Japão. Mas a que preço?
Este império global é dirigido por John Fredriksen, um self-made man e um dos mais ricos do mundo. Na sua casa norueguesa, autodenomina-se de “Big Wolf”; “verde”, “duradouro” e “transparente”. Mas a realidade contradiz a filosofia da empresa, especialmente no Chile, onde Marine Harvest é de longe o maior produtor, com cerca de 70 viveiros de peixe.  O Chile, com a sua legislação que deixa a desejar, é um paraíso para os investidores.
This global empire is run by John Fredriksen, a self-made man and one of the richest on Earth. In his Norwegian home, calls himself  “Big Wolf”;  “green”, “enduring” and “transparent”. But reality contradicts the corporate philosophy, particularly in Chile where Marine Harvest is by far the largest producer with some 70 fish farms. Chile, with its barely-there environmental legislation, is a paradise for investors.
Tudo o que é proibido aos produtores de salmão na Europa é permitido no Chile, tendo como resultado 18 meses de criação,  um salmão carregado de químicos. Em Abril de 2008, para melhorar a imagem da aquicultura intensiva em larga escala, Marine Harvest firmou uma parceria com a WWF. Por um donativo de 100.000 euros por ano, Marine Harvest pode usar o panda do logótipo da WWF para fazer propaganda do seu salmão de viveiro produzido industrialmente.
Everything that is forbidden to salmon producers in Europe is allowed in Chile, with the result that after 18 months of rearing, the salmon are a chemically loaded product. In April 2008, in order to improve the intensive large-scale farming image, Marine Harvest entered into a partnership with the WWF. For a donation of € 100,000 per year, Marine Harvest may use the WWF’s panda logo to advertise its industrially produced farmed salmon.
Totalmente suspeito ecologicamente, mas muito bem sucedido economicamente: após o colapso durante a crise financeira, as acções da companhia subiram 270 por cento no verão de 2009. John Fredriksen é o principal protagonista deste “eco-thriller” posicionado no mundo obscuro de um gigante alimentar global.
Utterly suspect ecologically, but very successful economically: after a collapse during the financial crisis, the company’s shares rose by 270% in the summer of 2009 alone. John Fredriksen is the main protagonist in this eco-thriller set in the murky world of a global foodstuff giant.
clique na imagem abaixo para ver o documentário
indice
documentary in English

 

Fonte: Salmão de viveiro da Noruega – Alimento mais tóxico do mundo | A Arte da Omissao

tilapia gift

Produção de Tilapia no Brasil

As posições fracos dos EUA e da União Europeia, as principais produção de tilápia, continuar no primeiro trimestre de 2016. No entanto, o comércio internacional manteve-se positivo.

Com base em relatórios pelas principais produção e produtores, as exportações totais de tilápia mundial estima-se que aumentou 18% durante o primeiro trimestre de 2016, enquanto as importações são estimadas ter crescido em 15% em comparação com o mesmo período de 2015.

produção de tilapia no brasil

Além da Ásia e na América Latina, que continuam a produzir e consumir uma quantidade crescente de tilápia, produção africanos estão cada vez mais uma parcela maior das exportações. cultivo de tilápia também está provando a desempenhar um papel importante na segurança alimentar dos países do Pacífico, como Fiji e Papua Nova Guiné.

China
As exportações totais de tilápia congelado chinês experimentou um declínio de 3% ano-a-ano em volume durante o primeiro trimestre de 2016, principalmente devido à redução das exportações de filetes congelados (-13%). No entanto, as exportações de filés empanados e tilápia congelados inteiros subiram 9,8% e 2,4%, respectivamente.
Em termos de preços, os preços médios de exportação de tilápia congelado, em 2016, enfraqueceu ainda mais para todos os grupos de produtos. Os preços de exportação de filetes congelados caíram 14,4%, para US $ 3,6 por quilo, inteiros congelados de 6,5% para US $ 2,04 por kg e filés empanados de 11,8% para US $ 3,86 por kg.

Os EUA continua a ser o principal mercado para a tilápia congelado chinês. Em um novo desenvolvimento no entanto, Côte d’Ivoire ultrapassou os EUA como o maior mercado chinês para toda tilápia congelado através da importação de 6 425 toneladas provenientes da China durante o primeiro trimestre de 2016. Este foi um aumento enorme 307% em relação ao mesmo período em 2015. outros mercados africanos experimentando um crescimento no todo tilápia congelado chinesa incluem Gana, Quênia e Tanzânia. Embora os preços médios de exportação para esses mercados africanos diminuiu durante o período em análise, estas produção paga preços mais elevados (USD 2,20-2,60 por kg) em comparação com o mercado norte-americano (USD 1,79 por kg) devido à forte demanda, as tarifas de importação mais elevadas e mais incipiente laços comerciais. É importante notar que a tilápia importados representa um desafio para o desenvolvimento da aquicultura tilápia doméstica na África.

Para filetes congelados, que compõem 40% do comércio tilápia chinesa, as exportações diminuíram para a maioria das produção, incluindo os EUA. Notavelmente, houve um crescimento positivo nas exportações para o Irã, o que indica o seu potencial como um mercado crescente para filés de tilápia. Exportações chinesas de filetes congelados para o Irã alcançou 3 600 toneladas durante o primeiro trimestre 2016, 59% acima do mesmo período de 2015. O mercado voltou-se para a tilápia como uma fonte mais barata de filetes de peixe congelados em comparação com o popular hoki Nova Zelândia.
Em contraste, as exportações chinesas de tilápia à milanesa congelada experimentado um crescimento positivo (+ 9,8%) nas principais produção do México, Côte d’Ivoire, Congo e Quênia.

EUA
As importações totais de tilápia no mercado dos EUA durante o primeiro trimestre de 2016 foram 14% mais baixas em termos de volume e 24% menos em termos de valor em comparação com o mesmo período do ano passado. 61 400 toneladas foram embarcadas para o país no valor de USD 247 976 milhões.

Durante os primeiros três meses do ano, a China, como de costume permaneceu o fornecedor tilápia principal para os EUA com 46 700 toneladas importadas valor de US $ 166 838 milhões. Estes números mostram um declínio ano-a-ano de 17% em volume e valor de 29%. O produto principalmente importado foi congelado.
Outros fornecedores importantes, como Honduras, Indonésia, Costa Rica e México também registraram quedas nos embarques para os EUA, enquanto as exportações colombianas de tilápia durante janeiro-março 2016 aumentou em volume% 11,6 sábio e valor 10% sábio.

Interesse da Colômbia no mercado dos EUA foi demonstrada durante a Seafood Expo América do Norte 2016, em Boston, onde 14 empresas colombianas participaram. O crescimento potencial da Colômbia como um fornecedor de tilápia ao mercado dos EUA é em grande parte impulsionado pelo Acordo de Livre Comércio firmado há três anos. A Colômbia também tem como alvo outras produção potenciais, como Chile, Espanha, França, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Alemanha e Polónia.
Por enquanto, Honduras mantém sua liderança na região latino-americana como o maior exportador de tilápia fresca para os EUA, apesar da queda no volume de produção como resultado da seca causada pelo El Niño.

Ue
A fraca demanda na ue persistiu durante o primeiro trimestre de 2016, a UE importou 15,9% a menos de tilápia congelado total em comparação com o mesmo período em 2015. No total, a UE importou 6 600 toneladas de tilápia durante este período. Ambas as categorias de filetes congelados e tilápia inteiro congelado, que ocupam quase partes iguais, registaram uma queda de 7,3% e 26,4%, respectivamente. Dentro da UE, a Espanha importa o maior volume de tilápia, principalmente filetes embora, como no resto da UE, as importações diminuíram durante o período em análise.

Ásia continua a ser a principal fonte de abastecimento para a UE, com os cinco principais fornecedores sendo China, Vietnã, Indonésia, Tailândia e Taiwan Província da China tornando-se quase 99% do total. filés de tilápia congelados provenientes da província chinesa de Taiwan buscar preços mais elevados devido à alta qualidade. Em toda a categoria congelado, as importações aumentaram de Bangladesh, com este tilápia consumida principalmente pela população étnica de moradores de Bangladesh na UE.

Taiwan Província da China
no primeiro trimestre de 2016, as exportações totais de tilápia congelado de Taiwan Província da China experimentou um crescimento de 18% em comparação com o mesmo período em 2015 para um total de 6 000 toneladas. Toda a tilápia congelado torna-se 90% do total das exportações de tilápia congelado, com o primeiro trimestre, mostrando crescimento de 20% nessa categoria de produtos para exportações para as principais produção, nomeadamente os EUA eo Oriente Médio. Juntos, as produção do Oriente Médio dos Estados Unidos e levou uma quota de mercado de 88% das exportações de tilápia congelados inteiros de Taiwan Província da China. Em contraste, congelados exportações de tilápia filé experimentou um declínio marginal (-0,48%). Principais mercados para esta categoria de produto são os EUA, Coreia do Sul, Canadá e Japão.

Apesar de enfraquecimento nas principais produção, as perspectivas parece promissora no meio problemas de produção na China como a demanda continua forte na Ásia, África e América Latina. A espécie também está crescendo em importância para a segurança alimentar no Pacífico e as algumas partes da Ásia Ocidental.

novo frigrifico de tilapia em ms

Frigorífico de tilápia

 

Mato Grosso do Sul pode se tornar referência na piscicultura de tilapia. A multinacional Tilabras aguarda a resposta do governo Federal o um pedido de concessão para explorar superfície fluvial no Rio Paraná e construir a maior frigorífico de tilápia do Brasil, que caso autorizado, será instalado no município de Selvíria, na região do Bolsão e distante – 404 Km de Campo Grande.

novo frigrifico de tilapia em ms

Frigorífico de tilápia deve injetar R$ 150 milhões e gerar 1,8 mil empregos

O projeto prevê a injeção de U$ 51 milhões, a equivalente o mais de R$ 150 milhões na aquicultura do Estado e a geração de 1,8 mil empregos diretos, além do fomento aos pequenos e médios produtores, já que além da própria produção, a indústria pode absorver a produção de terceiros, como pequenos produtores.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, o estado já conta com tecnologia na produção de peixes e agora o objetivo é convertê-la em maior produtividade e o atração de novos empreendimentos. “Em relação à produção de carnes, Mato Grosso do Sul ainda tem uma potencial de crescimento fantástico na área da piscicultura, com excelente tecnologia, seja na produção de peixes nativos ou exóticos, como é o caso da tilápia.

Nossa expectativa é muito grande para esse novo frigorífico, uma vez que a potencial de produção de tilápia no rio Paraná está só começando. Nós já atraímos o investimento que será instalado no município de Selvíria. Temos água, espaço e muita capacidade empreendedora”, considera Verruk.

A empresa Tilbras é fruto da parceria entre uma dos maiores produtoras de tilápia do mundo, a americana Reagal Springs, e a brasileira Axial. Atualmente, a tilápia é a espécie mais criada no Brasil, representando 45,4% da total nacional. Dados do Ministério do Abastecimento apontam que a produção da espécie aumentou 9,7% em relação a 2014.

No momento, a empresa aguarda resposta do Mapa (Ministério da Agricultura,

pele de tilapia e usadacomo corativo de queimadura

Curativo de pele de tilápia

Curativo de pele de tilápia é usado em 30 pacientes queimados no Ceará

Curativo biológico de pele de tilapia tem vantagens em relação ao tratamento usual.
Pesquisa inédita é desenvolvida em hospital e universidade desde 2014.

Pele de tilápia pode servir como curativo de queimaduras (Foto: Reprodução/TV Globo)Pele de tilápia pode servir como curativo em tratamento de queimaduras (Foto: Reprodução/TV Globo)

Trinta pacientes do Centro de Queimados do Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, recebem tratamento inédito: um curativo biológico desenvolvido a partir da pele do peixe tilápia como alternativa no tratamento de lesões das queimaduras. O estudo, desenvolvido por pesquisadores do Ceará, Pernambuco e Goiás, oferece inúmeras vantagens frente ao tratamento tradicional, de acordo com o cirurgião plástico coordenador da pesquisa, Edmar Maciel.

“Na rede pública do Brasil, o tratamento de queimaduras é feito com uma pomada ou creme a base de sulfadiazina de prata, que é um antimicrobiano. Essa pomada só age por 24 horas e a cada 24 horas tem que ser removida, num processo de limpeza da área com sabão apropriado e um curativo. Isso causa dor ao pacienteque tem de tomar anestesia ou analgésicos, interferindo no processo de cicratização”, explica o médico.

“O que a pele faz, e isso não é específico da pele da pele da tilápia – outras peles como a humana, como a pele do cão, do porco – é aderir ao leito da ferida. Grudando, faz um tamponamento do leito e, com isso, evita a contaminação de fora prara dentro da ferida. Isso evita quue o paciente perca líquidos (plasma e proteína) e, com isso, não espolie o paciente. Aí sim, diminui a troca de curativos, a dor e o trabalho da equipe – que não tem que fazer limpeza e curativos diariamente – e, consequentemente, os custos do tratamento”, ressalta.

Segundo o médico, na Europa e Estados Unidos o tratamento de queimados já é feito com pele homóloga (humana) ou heteróloga (animal). Mas o desenvolvimento de um curativo biológico com base em animais aquáticos é inédito no mundo e já se encontra na segunda fase clínica, com testes em seres humanos,  no tratamento de pacientes do Núcleo de Queimados do IJF. A pesquisa vem sendo realizada há mais de dois anos, no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com os persquisadores, logo nas primeiras etapas do estudo, a utilização clínica do pele da tilápia mostrou-se promissora, tendo em vista as semelhanças do material com a pele humana, como grau de umidade, alta qualidade de colágeno e resistência. Testes em animais terrestres também descartaram possíveis riscos de contaminação com a nova técnica.

Anvisa
Foram onze etapas até a pesquisa ser apresentada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do MInistério da Saúde, em dezembro de 2015. A primeira etapa clínica da pesquisa, iniciada em humanos sadios para estudar se a pele de tilápia causava alergia ou sensibilidade, teve excelentes resultados, segudo os pesquisadores.

Após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Anvisa, o estudo em humanos queimados foi iniciado no IJF no segundo semestre deste ano. Dos trinta pacientes com queimaduras de 2º grau que aceitaram receber o novo tratamento, 23 já tiveram alta hospitalar. Até o final de 2016, outros 30 deverão ser submetidos ao tratamento com o curativo biológico.

Fonte: Curativo de pele de tilápia é usado em 30 pacientes queimados no Ceará

Tilápia em risco de espécies invasoras

Bagre americano e produção de tilápia em risco de espécies invasoras

Um processo destinado a erradicar espécies invasoras pode ter consequências não intencionais para o setor de aquicultura dos EUA.
Uma petição apresentada ao US Fish and Wildlife Service (FWS) pelo grupo ambientalista Center for Invasive Species Prevention (CISP) poderia ter graves implicações para os EUA catfish, lagostas e produtores de tilápias e empresas que fornecem-lhes ovos para suas operações.

A petição visa 43 espécies de peixes, procurando listá-las como “animais selvagens prejudiciais“. Tal designação pelo FWS proibiria a importação e transporte interestadual de qualquer animal vivo, gengibre, ovo viável ou híbrido de cada espécie listada. Inclui tilápia, peixe-gato e lagostim cultivados para venda aos consumidores, bem como peixes ornamentais.

Muitas operações de aquicultura nos Estados Unidos dependem de ovos e peixes enviados de e para os estados vizinhos, o que seria proibido se a espécie fosse determinada como invasiva pelo FWS.

A petição tem como alvo o lagostim do pântano vermelho, três espécies de tilápia especificamente – azul, Moçambique e Nilo – e bagre azul, que nos últimos anos os peixes-gato norte-americanos têm se reproduzido com catfish para produzir um híbrido que oferece algumas vantagens de produção, , E crescimento mais rápido.

Os híbridos representam entre 50-60 por cento do peixe-gato produzido nos Estados Unidos, Jimmy Avery, professor de extensão, Centro Nacional de Aquicultura de Aquário, Mississippi State University Extension Service, disse IntraFish.

A revisão destas espécies por FWS está sendo feita através do chamado Resumo de Rastreio de Risco Ecológico (ERSS), uma ferramenta de triagem rápida para avaliar o potencial de uma espécie para se tornar invasiva.

Paul Zajicek, diretor executivo da Associação Nacional de Aquicultura em Tallahassee, Flórida, argumenta que essas avaliações rápidas podem levar a conclusões erradas.

“O US Fish and Wildlife Service começou as telas rápidas há vários anos, ea Associação Nacional de Aquicultura comentou repetidamente com grande preocupação sobre essas telas rápidas porque elas estão incompletas”, disse Zajicek.

“O que pedimos ao serviço para fazer é se você encontrar uma espécie de alto risco, em seguida, realizar uma análise de risco completa, onde você envolve as partes interessadas, você faz a revisão da ciência em profundidade. Você realmente tenta obter uma imagem verdadeira do risco que qualquer espécie em particular pode representar para os Estados Unidos ou qualquer parte dos Estados Unidos. ”

FWS já nomeou 11 espécies para a lista de animais selvagens. Ele fez isso em setembro, e quase imediatamente depois CISP arquivado para listar as 43 espécies adicionais. A lista de 11 inclui a carpa de crucian, a carpa de Prussian, o minnow de Eurasian, a barata, o moroko de pedra, a vara de Nile, o dorminhoco de Amur, a vara européia, o zander, o wels bagre eo yabby comum.

A questão das espécies invasoras é um problema em muitas partes do país e o governo federal e legisladores estaduais têm procurado soluções.

Não está claro o que exatamente o FWS fará com as 43 espécies listadas na petição. Poderia encontrar que nenhuma ação é autorizada, formalmente sair para o público com um aviso de investigação, ou prosseguir com uma regulamentação para todos ou uma parte das espécies solicitadas.


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file de tilapia importaço

Preços de importação de tilápia

Preços de importação de tilápia continuam a cair no mercado dos EUA

Volumes foram para baixo Preços de importação de tilápia através dos primeiros nove meses de 2016, mas valor ainda.
Embora ainda seja um grande item de importação para os Estados Unidos, a tilápia permaneceu bem abaixo da média até setembro deste ano, de acordo com as últimas estatísticas do Serviço Nacional de Pesca Marinha (NMFS).

preço-tiapia

Nos primeiros nove meses do ano, os Estados Unidos importaram 150.221 toneladas métricas de tilápia, no valor de 583,4 milhões de dólares (528 milhões de euros), 9% e 20%, respectivamente, em volume e valor, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A maioria das importações foram file de tilapia congelados, mas esta categoria caiu 15 e 24 por cento em volume e valor, respectivamente.

Os Estados Unidos importaram 98.234 toneladas métricas de filetes de tilápia congelados no valor de US $ 396,5 milhões (358,9 milhões de euros).

A China representou a maior parte destas importações : 88.114 toneladas por 329,1 milhões de dólares (297,9 milhões de euros).

Os filetes frescos permaneceram bastante estáveis em termos de volume, aumentando menos de 1 por cento em volume, mas o valor caiu 14 por cento em comparação com o ano passado.

Os Estados Unidos importaram 19.557 toneladas métricas de filetes frescos no valor de $ 126.8 milhões (€ 114.8 milhões) até setembro, a maioria de Honduras: 6.900 toneladas métricas valor $ 42.7 milhão (€ 38.6 milhão).


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segura criação de peixes

Seguro Aquicula Criação de tilapia

Seguro Aquicola Piscicultura sem Prejuizos para Criação de Peixes

Seguro Aquícola agora no Brasil: lucro garantido
Há bastante tempo aguardado pelo setor, da piscicultura produtor tem cobertura
das perdas nos cultivos de criação de peixes tilápia, espécies nativas e camarão
Depoimento com o Diretor de
Viabilidade Rurais do IRB Brasil RE
O “seguro aquícola”, um produto revolucionário no Brasil, porém já disponivel em vários países, chega ao setor da aquicultura brasileira, o partir de uma associação das seguradoras THB RE e Fairfax Brasil com mais grandes players globais no segmento rural, entre eles o IRB Brasil RE. Para o seguro aquícola, o Governo Federal disponibiliza um custeio de 45% (transitório a R$ 24.000,00) sobre o valor do prêmio do seguro aquicula para os produtores aprovados juntamente ao PSR – Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, mandado pelo catalago. Em depoimento concedida à Tudo Sobre Obra de Peixes, o Diretor de Contribuição de planejamento Rurais do IRB Brasil RE, Miguel Fonseca de Almeida, fala sobre as probabilidades para a implantação do seguro aquícola no país e comenta sobre o metas desse seguro, que pode ajudar empreendimentos e reparar às necessidades dos aquicultores brasileiros quanto as possíveis prejuízos na Criação.

seguro-aquicula-para-criação-de-peixes
Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais os países que já incorporaram o seguro aquícola? Há países na qual ele é indispensável?
Miguel F. de Almeida – O seguro aquícola teve início no Lloyd’s, o mais clássico mercado de especialistas em seguros e resseguros no mundo, ao longo a década de 70, e também foi originado especialmente para a salmonicultura na Escócia. As grandes mercados produtores, como a China, Países Nórdicos e Chile, já dispõem deste auto de diferimento de perigo, além do México, EUA e Espanha, que ainda que não sejam tão representativos na fabricação total da biomassa, similarmente contem itens de sem riscos aquícola por terem o mercado de seguro aquicula relativamente produzido. Sobre o abacaxi da obrigatoriedade do seguro aquicula, no momento em que presente, está relacionada às operações de crédito, normalmente em linhas especiais oferecidas com taxas de juro subsidiadas pelos governos locais e condições de pagamento facilitadas.

Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?

Tudo Sobre Criação de Peixes – Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – O produto de seguro aquícola já está autorizado para ser comercializado junto à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, e a operação de comercialização – corretores, estrutura operacional das empresas envolvidas, treinamento de profissionais, etc. – está em fase final de ajustes e, conforme o cronograma original, as primeiras apólices serão emitidas ainda neste segundo semestre de 2016. No estudo inicial foram mapeados os maiores produtores nacionais por tipo de cultivo e região, e o potencial para comercialização do seguro é muito grande. Serão feitos também contatos e ações específicas de divulgação do seguro junto às associações de produtores, para que possamos dar maior clareza de como o seguro funciona mundo a fora e como está sendo trazido ao Brasil.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Como fazer o seguro aquícola  no Brasil?
Miguel F. de Almeida – Assim como em muitos outros produtos de seguro, ao aquicultor será oferecido contratar a cobertura básica obrigatória do seguro aquícola. Outras coberturas chamadas de adicionais, somente poderão ser adquiridas se o produtor contratar, primeiramente, a básica. Em linhas gerais, esta modalidade de seguro tem como objetivo garantir uma indenização ou reposição de estoque ao segurado, quando houver mortalidade, perda física e/ou perda total do valor de mercado das espécies aquáticas cultivadas, que chamamos biomassa segurada, conforme identificado e descrito nas condições do seguro. Tanto a cobertura básica obrigatória como as coberturas adicionais foram desenhadas para espécies aquáticas cultivadas em tanques escavados, tanques de alvenaria ou material sintético, em ambiente marinho, lagos, rios e represas.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O que foi considerado relevante para a implantação do seguro aquícola no país?
Miguel F. de Almeida – Para o Brasil, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE, identificou-se na tilápia a principal espécie para ser o carro chefe no desenvolvimento do seguro aquícola nacional, juntamente com outras espécies nativas e o camarão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as diferentes coberturas do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Cada caso deve ser estudado, mas, além da cobertura básica obrigatória, há como disse, as coberturas adicionais. A “obrigatória” protege as espécies cultivadas contra a contaminação e/ou poluição tanto em tanques escavados, de alvenaria ou de material sintético, como também aquelas cultivadas em ambiente marinho, lagos, rios e represas. Quando a aquicultura está instalada em ambiente marinho, inclui-se também os danos causados pela poluição decorrente da floração de plâncton, mudanças físicas e químicas da água, ou da elevação brusca da temperatura, que cause desoxigenação da mesma. As coberturas “adicionais” são abrangentes e poderão ser oferecidas de acordo com a região ou espécie aquática cultivada. São previstos, por exemplo, o roubo e furto qualificado da biomassa segurada, mortalidade e perda física dessa biomassa em decorrência da ação de predadores, inundações ou alagamentos, entre outros. Da mesma forma, as perdas decorrentes de doenças ou até mesmo por avaria mecânica ou elétrica do maquinário, que ocasionem falha ou interrupção do fornecimento de energia e eletrocussão.
“Para contratar o seguro aquícola deve-se procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode
ser acumulado.”

Tudo Sobre Criação de Peixes – A aquicultura encontra-se incluída no programa de subvenção do MAPA, que prevê um subsídio para o prêmio. Como isso funciona?
Miguel F. de Almeida – O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro aquicula(PSR) oferece ao produtor rural a oportunidade de contratar seguro para seu empreendimento com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal. A subvenção econômica concedida pelo MAPA pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo PSR, e permite ainda a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e/ou municípios. Conforme regras vigentes para 2016, no seguro aquícola a subvenção econômica corresponde a 45% do valor do custo do seguro, limitado a R$ 24 mil por CPF ou CNPJ, no ano civil. Para contratar o seguro o aquicultor deve procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, adicionalmente, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode ser acumulado de acordo com as regras estabelecidas no programa (politica-agricola/seguro-rural).

Tudo Sobre Criação de Peixes – Além dos problemas decorrentes de variações climáticas e incidência de agentes causadores de doenças, existem riscos que são comuns a todas as atividades produtivas, incluindo aí a aquicultura?
Miguel F. de Almeida – De uma forma geral, toda atividade agropecuária está exposta aos mesmos riscos, como riscos de criação, de preço e mercado, financeiros e de crédito, institucionais e de tecnologia. O seguro rural, onde a modalidade aquícola se insere, é um dos mecanismos formais de gerenciamento, mitigação e transferência de riscos ao mercado segurador, com o qual o produtor busca a continuidade no médio ou longo prazo de sua atividade, protegendo-se contra a volatilidade que sua renda pode ter ao longo do tempo. Sob esta ótica, podemos dizer que a principal característica do seguro aquiculaem todas as modalidades é a proteção do empreendimento aquiculacontra eventos de natureza catastrófica, como eventos climáticos e meteorológicos, na atividade em que o seguro se propõe amparar. A diferença fica na percepção de quais são esses riscos cobertos, seus impactos no empreendimento e como eles podem ser absorvidos pelo mercado segurador. Como já ocorre em outros segmentos do agronegócio amparados pelo mercado segurador, esse seguro aparece como uma importante ferramenta para mitigar riscos, proporcionando estabilidade à operação, e pode garantir ao aquicultor melhor acesso ao crédito, para continuar investindo em seus empreendimentos com novas tecnologias, melhorando sua rentabilidade.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Fale-nos um pouco mais sobre a relação do seguro aquícola com o acesso ao crédito.
Miguel F. de Almeida – Primeiramente, cabe lembrar que o seguro agrícola é a única modalidade dentre todas as modalidades de seguros existentes que é citada na Constituição Federal de 1988, justamente quando esta trata da Política Agrícola do País (Art. 187 da CF/88). Portanto, não resta dúvidas que a Constituição institui o seguro agrícola como um dos instrumentos de aplicação de política pública, no caso para o setor do agronegócio. Dando sequência, a Lei 8.171/1991, que dispõe sobre a Política Agrícola, estabelece em seu Art. 58 que a apólice de seguro agrícola poderá constituir garantia nas operações de Crédito Rural. E, especificamente para a aquicultura, o inciso III do Art. 49 dessa mesma Lei cita a aquicultura para fins comerciais como uma das atividades elegíveis ao acesso ao Crédito Rural. Portanto, essa previsibilidade de utilização do seguro junto das operações de Crédito aquiculatorna essa relação Crédito x Seguro ainda mais sólida. E na prática, sob a ótica das instituições financeiras que concedem crédito e avaliam a capacidade de pagamento do tomador de recursos controlados, a existência de uma operação de seguro que minimamente traz estabilidade para o empreendimento aquiculapor garantir sua capacidade de honrar com os pagamentos de um financiamento, não só pode melhorar seu rating para acesso ao crédito, como pode disponibilizar limites de crédito maiores e em condições mais atrativas ao produtor. Isso não é nenhuma novidade e é prática em diversas partes do mundo, assim como no Brasil, onde cada instituição financeira tem suas regras de avaliação do tomador e acesso ao crédito.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro como está estruturado atualmente é focado nos diversos tamanhos de empreendimentos? Produtores de grande, médio ou pequeno porte e o produtor familiar podem ter acesso? Existe um perfil ideal de investidor que se adequa ao seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Para início de operação haverá um foco maior nos produtores de grande porte, mais tecnificados, mas nada impede que avanços sejam feitos na comercialização do seguro ao longo do tempo, afinal sabemos que o nível de tecnologia aplicada e o tamanho dos empreendimentos variam de região para região. O que não costuma ocorrer, e isso vale também para as demais modalidades de seguro rural, é um sombreamento com outros programas de natureza pública, que já oferecem algum tipo de assistência ao produtor de pequeno porte ou produtor familiar. O foco deste seguro, definitivamente, não é este público.

Tudo Sobre Criação de Peixes – As associações e cooperativas podem ser beneficiadas? Podem ter vantagens na aquisição do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Não podemos garantir que neste momento inicial algum tipo de contratação em condições mais favoráveis será oferecido se for feito através de associações e/ou cooperativas. Todavia, como em diversas modalidades de seguro, quando houver um grupo mais homogêneo de produtores, em condições de risco aceitáveis dentro da nossa avaliação de risco, juntamente com a capacidade operacional da seguradora em atender as regiões em que os mesmos estejam estabelecidos, haverá um interesse em se abordar comercialmente esses canais de clientes.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro aquícola está previsto para a criação em parques aquícolas?
Miguel F. de Almeida – Sim, todavia não é uma característica do seguro oferecer cobertura para os empreendimentos que cultivam espécies aquáticas em parques que não estejam devidamente regularizados ou que o próprio empreendimento não possua a devida licença ambiental para exercício da aquicultura naquele local. É imprescindível que as “Águas sob domínio da União” estejam liberadas/autorizadas pelos órgãos competentes para a exploração da atividade aquícola antes da contratação do seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Foi feito algum estudo do impacto do seguro aquícola no custo de criação? De que modo ele afeta a pouca margem de lucratividade que os produtores vêm convivendo nos últimos anos?
Miguel F. de Almeida – Conforme explicado anteriormente, os benefícios do seguro aquícola, assim como nas demais modalidades do seguro rural, são proteger o empreendimento contra eventos de natureza catastrófica, garantindo a estabilidade da operação e da renda do aquicultor. Além disso, entendemos que a existência do seguro como um dos itens no projeto técnico do empreendimento pode melhorar a sua avaliação de crédito junto às instituições financeiras e qualificar o produtor a limites maiores e em condições facilitadas (juros controlados, diferimento e prazo de pagamento e etc.). Isso tudo está de certa forma integrado ao negócio e quando realizado de forma contínua ao longo do tempo permite o acesso e a implantação das melhores práticas e tecnologias de ponta para o aumento da produtividade e, por consequência, maiores margens de lucratividade. Não se pode olhar de forma isolada o seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as espécies de organismos aquáticos o seguro aquícola contempla? Inclui as espécies nativas?
Miguel F. de Almeida – Neste primeiro estágio de desenvolvimento da carteira de negócios com o seguro no Brasil o foco será maior na tilápia e no camarão, sendo possível também a comercialização do seguro para algumas espécies nativas pelo Centro-Oeste e expandindo logo em seguida para o Norte do País.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais são as perspectivas de adesão para os próximos anos?
Miguel F. de Almeida – A carteira de clientes em potencial é significativa, mas sabemos que a cultura da contratação do seguro, ainda mais para uma nova modalidade de seguro como é o caso do seguro aquícola, requer tempo. Portanto, a adesão vai crescer na medida em que este seguro passe a ser mais conhecido dentro da cadeia produtiva.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais seriam os seus comentários finais a respeito desta nova modalidade de seguro?
Miguel F. de Almeida – Um outro item interessante de se comentar e que tem a ver com os benefícios diretos ao setor que este tipo de seguros pode proporcionar é a nova janela de oportunidades de trabalho que se abre aos profissionais do ramo, como biólogos, zootecnistas, engenheiros de aquicultura, etc. Para melhor esclarecer este ponto, é preciso entender que uma das etapas da aceitação dos riscos pela seguradora consiste na análise das informações enviadas pelo segurado na proposta do seguro, por um profissional devidamente qualificado. Somente pessoas com conhecimentos específicos sobre a atividade aquícola poderão desempenhar este tipo de trabalho e poderão fazer a transmissão do conhecimento. Além dessa, outras atividades passarão a fazer parte do co
Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais os países que já incorporaram o seguro aquícola? Existem países em que ele é obrigatório?
Miguel F. de Almeida – O seguro aquícola teve início no Lloyd’s, o mais tradicional mercado de especialistas em seguros e resseguros no mundo, durante a década de 70, e foi criado especificamente para a salmonicultura na Escócia. Os grandes mercados produtores, como a China, Países Nórdicos e Chile, já dispõem deste instrumento de transferência de risco, além do México, EUA e Espanha, que embora não sejam tão representativos na criação global da biomassa, também possuem produtos de seguro aquícola por terem o mercado de seguro aquicularelativamente desenvolvido. Sobre a questão da obrigatoriedade do seguro, quando presente, está relacionada às operações de crédito, normalmente em linhas especiais oferecidas com taxas de juro subsidiadas pelos governos locais e condições de pagamento facilitadas.

Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?

Tudo Sobre Criação de Peixes – Os aquicultores brasileiros já podem contar com o seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – O produto de seguro aquícola já está autorizado para ser comercializado junto à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, e a operação de comercialização – corretores, estrutura operacional das empresas envolvidas, treinamento de profissionais, etc. – está em fase final de ajustes e, conforme o cronograma original, as primeiras apólices serão emitidas ainda neste segundo semestre de 2016. No estudo inicial foram mapeados os maiores produtores nacionais por tipo de cultivo e região, e o potencial para comercialização do produto é muito grande. Serão feitos também contatos e ações específicas de divulgação do produto junto às associações de produtores, para que possamos dar maior clareza de como o produto funciona mundo a fora e como está sendo trazido ao Brasil.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Como se dá a estrutura do seguro aquícola no Brasil?
Miguel F. de Almeida – Assim como em muitos outros produtos de seguro, ao aquicultor será oferecido contratar a cobertura básica obrigatória do seguro aquícola. Outras coberturas chamadas de adicionais, somente poderão ser adquiridas se o produtor contratar, primeiramente, a básica. Em linhas gerais, esta modalidade de seguro tem como objetivo garantir uma indenização ou reposição de estoque ao segurado, quando houver mortalidade, perda física e/ou perda total do valor de mercado das espécies aquáticas cultivadas, que chamamos biomassa segurada, conforme identificado e descrito nas condições do seguro. Tanto a cobertura básica obrigatória como as coberturas adicionais foram desenhadas para espécies aquáticas cultivadas em tanques escavados, tanques de alvenaria ou material sintético, em ambiente marinho, lagos, rios e represas.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O que foi considerado relevante para a implantação do seguro aquícola no país?
Miguel F. de Almeida – Para o Brasil, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE, identificou-se na tilápia a principal espécie para ser o carro chefe no desenvolvimento do seguro aquícola nacional, juntamente com outras espécies nativas e o camarão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as diferentes coberturas do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Cada caso deve ser estudado, mas, além da cobertura básica obrigatória, há como disse, as coberturas adicionais. A “obrigatória” protege as espécies cultivadas contra a contaminação e/ou poluição tanto em tanques escavados, de alvenaria ou de material sintético, como também aquelas cultivadas em ambiente marinho, lagos, rios e represas. Quando a aquicultura está instalada em ambiente marinho, inclui-se também os danos causados pela poluição decorrente da floração de plâncton, mudanças físicas e químicas da água, ou da elevação brusca da temperatura, que cause desoxigenação da mesma. As coberturas “adicionais” são abrangentes e poderão ser oferecidas de acordo com a região ou espécie aquática cultivada. São previstos, por exemplo, o roubo e furto qualificado da biomassa segurada, mortalidade e perda física dessa biomassa em decorrência da ação de predadores, inundações ou alagamentos, entre outros. Da mesma forma, as perdas decorrentes de doenças ou até mesmo por avaria mecânica ou elétrica do maquinário, que ocasionem falha ou interrupção do fornecimento de energia e eletrocussão.

Tudo Sobre Criação de Peixes – A aquicultura encontra-se incluída no programa de subvenção do MAPA, que prevê um subsídio para o prêmio. Como isso funciona?
Miguel F. de Almeida – O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao produtor rural a oportunidade de contratar seguro para seu empreendimento com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal. A subvenção econômica concedida pelo MAPA pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo PSR, e permite ainda a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e/ou municípios. Conforme regras vigentes para 2016, no seguro aquícola a subvenção econômica corresponde a 45% do valor do custo do seguro, limitado a R$ 24 mil por CPF ou CNPJ, no ano civil. Para contratar o seguro o aquicultor deve procurar uma seguradora habilitada pelo MAPA junto ao PSR e, adicionalmente, caso o mesmo CPF ou CNPJ tenha outros empreendimentos rurais, o valor da subvenção econômica pode ser acumulado de acordo com as regras estabelecidas no programa (www.agricultura.gov.br/politica-agricola/seguro-rural).

Tudo Sobre Criação de Peixes – Além dos problemas decorrentes de variações climáticas e incidência de agentes causadores de doenças, existem riscos que são comuns a todas as atividades produtivas, incluindo aí a aquicultura?
Miguel F. de Almeida – De uma forma geral, toda atividade agropecuária está exposta aos mesmos riscos, como riscos de criação, de preço e mercado, financeiros e de crédito, institucionais e de tecnologia. O seguro rural, onde a modalidade aquícola se insere, é um dos mecanismos formais de gerenciamento, mitigação e transferência de riscos ao mercado segurador, com o qual o produtor busca a continuidade no médio ou longo prazo de sua atividade, protegendo-se contra a volatilidade que sua renda pode ter ao longo do tempo. Sob esta ótica, podemos dizer que a principal característica do seguro aquiculaem todas as modalidades é a proteção do empreendimento aquiculacontra eventos de natureza catastrófica, como eventos climáticos e meteorológicos, na atividade em que o seguro se propõe amparar. A diferença fica na percepção de quais são esses riscos cobertos, seus impactos no empreendimento e como eles podem ser absorvidos pelo mercado segurador. Como já ocorre em outros segmentos do agronegócio amparados pelo mercado segurador, esse seguro aparece como uma importante ferramenta para mitigar riscos, proporcionando estabilidade à operação, e pode garantir ao aquicultor melhor acesso ao crédito, para continuar investindo em seus empreendimentos com novas tecnologias, melhorando sua rentabilidade.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Fale-nos um pouco mais sobre a relação do seguro aquícola com o acesso ao crédito.
Miguel F. de Almeida – Primeiramente, cabe lembrar que o seguro agrícola é a única modalidade dentre todas as modalidades de seguros existentes que é citada na Constituição Federal de 1988, justamente quando esta trata da Política Agrícola do País (Art. 187 da CF/88). Portanto, não resta dúvidas que a Constituição institui o seguro agrícola como um dos instrumentos de aplicação de política pública, no caso para o setor do agronegócio. Dando sequência, a Lei 8.171/1991, que dispõe sobre a Política Agrícola, estabelece em seu Art. 58 que a apólice de seguro agrícola poderá constituir garantia nas operações de Crédito Rural. E, especificamente para a aquicultura, o inciso III do Art. 49 dessa mesma Lei cita a aquicultura para fins comerciais como uma das atividades elegíveis ao acesso ao Crédito Rural. Portanto, essa previsibilidade de utilização do seguro junto das operações de Crédito aquiculatorna essa relação Crédito x Seguro ainda mais sólida. E na prática, sob a ótica das instituições financeiras que concedem crédito e avaliam a capacidade de pagamento do tomador de recursos controlados, a existência de uma operação de seguro que minimamente traz estabilidade para o empreendimento aquiculapor garantir sua capacidade de honrar com os pagamentos de um financiamento, não só pode melhorar seu rating para acesso ao crédito, como pode disponibilizar limites de crédito maiores e em condições mais atrativas ao produtor. Isso não é nenhuma novidade e é prática em diversas partes do mundo, assim como no Brasil, onde cada instituição financeira tem suas regras de avaliação do tomador e acesso ao crédito.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro como está estruturado atualmente é focado nos diversos tamanhos de empreendimentos? Produtores de grande, médio ou pequeno porte e o produtor familiar podem ter acesso? Existe um perfil ideal de investidor que se adequa ao seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Para início de operação haverá um foco maior nos produtores de grande porte, mais tecnificados, mas nada impede que avanços sejam feitos na comercialização do seguro ao longo do tempo, afinal sabemos que o nível de tecnologia aplicada e o tamanho dos empreendimentos variam de região para região. O que não costuma ocorrer, e isso vale também para as demais modalidades de seguro rural, é um sombreamento com outros programas de natureza pública, que já oferecem algum tipo de assistência ao produtor de pequeno porte ou produtor familiar. O foco deste seguro, definitivamente, não é este público.

Tudo Sobre Criação de Peixes – As associações e cooperativas podem ser beneficiadas? Podem ter vantagens na aquisição do seguro aquícola?
Miguel F. de Almeida – Não podemos garantir que neste momento inicial algum tipo de contratação em condições mais favoráveis será oferecido se for feito através de associações e/ou cooperativas. Todavia, como em diversas modalidades de seguro, quando houver um grupo mais homogêneo de produtores, em condições de risco aceitáveis dentro da nossa avaliação de risco, juntamente com a capacidade operacional da seguradora em atender as regiões em que os mesmos estejam estabelecidos, haverá um interesse em se abordar comercialmente esses canais de clientes.

Tudo Sobre Criação de Peixes – O seguro aquícola está previsto para a criação em parques aquícolas?
Miguel F. de Almeida – Sim, todavia não é uma característica do seguro oferecer cobertura para os empreendimentos que cultivam espécies aquáticas em parques que não estejam devidamente regularizados ou que o próprio empreendimento não possua a devida licença ambiental para exercício da aquicultura naquele local. É imprescindível que as “Águas sob domínio da União” estejam liberadas/autorizadas pelos órgãos competentes para a exploração da atividade aquícola antes da contratação do seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Foi feito algum estudo do impacto do seguro aquícola no custo de criação? De que modo ele afeta a pouca margem de lucratividade que os produtores vêm convivendo nos últimos anos?
Miguel F. de Almeida – Conforme explicado anteriormente, os benefícios do seguro aquícola, assim como nas demais modalidades do seguro rural, são proteger o empreendimento contra eventos de natureza catastrófica, garantindo a estabilidade da operação e da renda do aquicultor. Além disso, entendemos que a existência do seguro como um dos itens no projeto técnico do empreendimento pode melhorar a sua avaliação de crédito junto às instituições financeiras e qualificar o produtor a limites maiores e em condições facilitadas (juros controlados, diferimento e prazo de pagamento e etc.). Isso tudo está de certa forma integrado ao negócio e quando realizado de forma contínua ao longo do tempo permite o acesso e a implantação das melhores práticas e tecnologias de ponta para o aumento da produtividade e, por consequência, maiores margens de lucratividade. Não se pode olhar de forma isolada o seguro.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais as espécies de organismos aquáticos o seguro aquícola contempla? Inclui as espécies nativas?
Miguel F. de Almeida – Neste primeiro estágio de desenvolvimento da carteira de negócios com o seguro no Brasil o foco será maior na tilápia e no camarão, sendo possível também a comercialização do seguro para algumas espécies nativas pelo Centro-Oeste e expandindo logo em seguida para o Norte do País.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais são as perspectivas de adesão para os próximos anos?
Miguel F. de Almeida – A carteira de clientes em potencial é significativa, mas sabemos que a cultura da contratação do seguro, ainda mais para uma nova modalidade de seguro como é o caso do seguro aquícola, requer tempo. Portanto, a adesão vai crescer na medida em que este seguro passe a ser mais conhecido dentro da cadeia produtiva.

Tudo Sobre Criação de Peixes – Quais seriam os seus comentários finais a respeito desta nova modalidade de seguro?
Miguel F. de Almeida – Um outro item interessante de se comentar e que tem a ver com os benefícios diretos ao setor que este tipo de seguros pode proporcionar é a nova janela de oportunidades de trabalho que se abre aos profissionais do ramo, como biólogos, zootecnistas, engenheiros de aquicultura, etc. Para melhor esclarecer este ponto, é preciso entender que uma das etapas da aceitação dos riscos pela seguradora consiste na análise das informações enviadas pelo segurado na proposta do seguro, por um profissional devidamente qualificado. Somente pessoas com conhecimentos específicos sobre a atividade aquícola poderão desempenhar este tipo de trabalho e poderão fazer a transmissão do conhecimento. Além dessa, outras atividades passarão a fazer parte do cotidiano das seguradoras, como a realização de pesquisas de viabilidade do seguro em novas regiões, o desenvolvimento de coberturas para diferentes espécies, treinamento de profissionais de venda e atendimento aos clientes no pós-venda, elaboração de manuais de procedimentos e assim por diante. E não menos importante, muito pelo contrário, quando da ocorrência de um sinistro, imediatamente é preciso deslocar ao local um profissional qualificado pela seguradora para elaboração dos laudos de avaliação das perdas. Como podem ver, o campo de trabalho dos profissionais deste setor também é automaticamente ampliado na mesma velocidade que o mercado segurador se desenvolve

Fonte de pesquisa:  Panorama da Aquicultura

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Vírus Tilapia TiLV Ameaça Estoques

Pesquisadores Descobrem Novo Virus Tilv Que Ameaça Os Estoques Globais De Criação de Peixes Tilapia

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou um novo vírus que ataca tilipia selvagem e de criação, uma importante fonte de proteína barata para o abastecimento de alimentos do mundo. No trabalho publicado esta semana na mBio , uma revista de acesso aberto on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, a equipe mostra claramente que o vírus Tilapia Lake (TiLV) foi o culpado por trás da massa mortandade de tilapia ocorrida no Equador e Israel na recente anos. O trabalho também fornece uma base para o desenvolvimento de uma vacina para proteger os peixes de TiLV.

A tilápia é uma das indústrias de peixes mais importantes do mundo

Diz Eran Bacharach, virologista molecular da Universidade de Tel Aviv, em Israel e um dos principais pesquisadores sobre o estudo. “Além disso, porque eles comem algas, eles são porteiros ecológicos para água doce e são uma fonte barata, importante de proteína nos países mais pobres.”

A indústria de tilápia está avaliada em US $ 7,5 bilhões a cada ano. Vários países da Ásia e América do Sul são os maiores produtores de tilápia e os Estados Unidos são o maior importador, consumindo 225.000 toneladas de estes peixes a cada ano.

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Em 2009, ambas as espécies de tilápia selvagens em Kinneret Lake, também conhecido como o Mar da Galiléia, e os peixes em viveiros comerciais em Israel começou a sofrer de uma doença desconhecida, com altas taxas de mortalidade de até 70%. Um par de anos mais tarde, os peixes em viveiros comerciais no Equador também sofreu uma massa die-off. À primeira vista, as duas doenças pareciam alheios porque o peixe em Israel mostrou cérebro e sistema nervoso sintomas, enquanto o peixe no Equador sofria de sintomas de fígado. No final de 2012, os investigadores que trabalham em ambos os surtos enviou amostras de peixes doentes para o laboratório de W. Ian Lipkin, um especialista em caçar novos vírus.

Este foi um projeto de descoberta viral atípico

Diz Lipkin, professor, John Snow, de epidemiologia e diretor do Centro de Infecção e Imunidade da Universidade de Columbia, em Nova York. abordagem usual de sua equipe para rastrear qual o vírus está causando uma doença em particular é para prosseguir uma análise da sequência genética do sangue, fezes ou tecidos de um animal doente, remova todas as seqüências genéticas conhecidas encontradas em animais normais, e depois comparar o que é deixado para sequências conhecidas nas bases de dados. “Mas, neste caso, que o meu colega, Nischay Mishra encontrou não se parecia com quaisquer sequências inseridas anteriormente”, diz Lipkin.

Neste caso, a equipe encontrou 10 sequências de genes de ARN curta. “Quanto mais estudamos eles, o mais convencido de que tornou-se que o que tinha representado um vírus completamente novo”, diz Lipkin.

Enquanto nove dos segmentos de genes partilhada não há semelhanças com quaisquer outras proteínas virais conhecidas, um segmento fracamente parecia semelhante a uma proteína da gripe C vírus. Os 10 segmentos também teve de partida semelhante e sequências que terminam, uma característica do vírus segmentados. E a equipe mostrou que o vírus replica-se no núcleo de células de peixes. Estas características levaram a equipe a classificar TiLV como um vírus orthomyxo-like, relacionado com a mesma família de “vírus como a gripe”.

A equipe também mostrou que o vírus expressa 10 proteínas que correspondem aos segmentos do gene 10. Eles também sequenciou o vírus de tilápia do Equador e Israel e mostrou que era o mesmo vírus que causa as mortes em dois locais no meio do caminho ao redor do globo.

Porque os vírus dos dois sites compartilhada sequências de genes quase idênticos, Bacharach acredita que eles vieram da mesma fonte. Mas como o vírus viajou entre Israel e Equador, e em que direção, ainda é um mistério.

“Nossa pesquisa fornece os primeiros meios de detecção em conhecer a sequência genética do vírus é o primeiro passo para a concepção de diagnóstico e rastreio ensaios”, diz Bacharach. Tais ensaios irá permitir que os piscicultores para detectar quando o vírus está presente numa lagoa comercial e limitar o seu âmbito.

A descoberta traz outras aplicações práticas com ele, também, diz Lipkin: “Construir uma vacina iria economizar bilhões de dólares e preservar uma indústria que garante o emprego no mundo e a segurança alimentar em desenvolvimento.”

O total mBio estudo pode ser encontrada aqui: .  Para saber mais, visite o pós mbiosphere blogue .

Referências: ams

Eran Bacharach et ai. 05 de abril de 2016. Caracterização de um vírus Novel Orthomyxo-like Causando massa mortandade de tilápia. MBio . doi: 10,1128 / mBio.00431-16.

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