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Angola pediu apoio à FAO para ensinar a produzir ração para piscicultura

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A falta de ração, maioritariamente importada pelos piscicultores, afetada pela crise e económica e financeira que Angola enfrenta devido à baixa do preço do petróleo no mercado internacional, tem influenciado os baixos índices de produção nos últimos tempos.

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Em declarações à imprensa, a ministra das Pescas de Angola, Vitória de Barros Neto, questionada pela agência Lusa, confirmou a situação, salientando que é uma realidade que constitui preocupação.
“No ramo da piscicultura de facto a componente ração é fundamental e nós temos ainda problemas, porque as fábricas de ração que temos no país não cobrem as necessidades dos piscicultores”, disse a ministra.
A governante frisou que foi já solicitado o apoio à FAO, no sentido de facilitar a vinda de um consultor especializado no fabrico de alimento balanceado para a pequena piscicultura.
“Temos que ensinar os nossos piscicultores como fazer o alimento para o cacusso (tilápia), com produtos que produzimos aqui, nomeadamente o milho, a soja e a farinha de peixe”, referiu Vitória de Barros Neto.
Segundo a ministra, não vai ser uma ração como a qualidade da importada, “mas vai dar cobertura às necessidades, principalmente para a pequena produção”.
“A breve trecho este consultor chegará e vamos trabalhar com as cooperativas, que já estão constituídas a nível do meio rural, para então com os produtos que nós temos também o óleo de palma é uma componente que pode ser inserida, fazer com que a pequena produção continue”, disse a titular da pasta das pescas.
A produção da aquicultura atingiu até à presente data as 180 toneladas, uma redução comparativamente a 2015, quando registou no mesmo período as 300 toneladas, sendo a principal causa as dificuldades na importação de ração.

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